Cumprindo agenda no Rio de Janeiro ontem, o prefeito Anderson Adauto (PMDB) esteve com a comissão técnica da Petrobras para mais uma rodada de negociações sobre o projeto do gasoduto. Novos encontros estão agendados com a diretoria de abastecimento da estatal nas próximas semanas.
Durante a reunião com o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, foi pleiteada a implantação da fábrica de amônia e ureia no Distrito Industrial 3 junto à Fosfertil. O prefeito tenta conquistar investimento da Petrobras na nova planta, pois a consolidação do gasoduto no Triângulo Mineiro está diretamente atrelada a este projeto. “Uberaba tem todas as condições técnicas para viabilizar o gasoduto, assim como já foi resolvido o alcoolduto”, disse o prefeito, confiante.
De acordo com o assessor de projetos estratégicos, Carlos Assis, a unidade de amônia da Petrobras consumiria cerca de 2,5 milhões de metros cúbicos de gás/dia. Esta posição de alto consumo seria a mola-mestra de viabilização do gasoduto, considerado um projeto estruturador de desenvolvimento do Brasil Central e de grande interesse para os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Segundo o assessor, o DI-3 possui hoje espaço suficiente para esta unidade de amônia e ureia nos aspectos rodoferroviário, de energia elétrica, abastecimento de água e logística para distribuição da produção. Também seria uma vantagem do ponto de vista econômico, com redução nos custos de fertilizantes. A planta da Petrobras, acrescenta Assis, visa à produção de um milhão de toneladas de ureia para substituir o volume importado do material. “Isso iria descongestionar os portos de Vitória, Paranaguá e Santos. Além disso, 145 mil caminhões deixariam de fazer este trajeto até Uberaba”, explica.
Novas reuniões estão agendadas na Petrobras junto ao corpo técnico da Diretoria de Abastecimento e, ainda, na área de gás biocombustível.