Na análise do ex-prefeito, o preço da 3ª licitação da Petrobras para o projeto acompanhou os valores das tomadas de preços anteriores
Petrobras ainda não se manifestou sobre o resultado da licitação da fábrica de amônia, mas a reportagem do Jornal da Manhã teve acesso ontem a mais informações sobre a concorrência. Vencedor do certame, o consórcio liderado pela italiana Tecnimont apresentou proposta no valor de R$2,8 bilhões para executar a obra. Os dados foram repassados pelo ex-prefeito Anderson Adauto (sem partido), que ressaltou a necessidade de mobilizar as lideranças políticas de Uberaba e também do Estado para a homologação do resultado. AA revelou que o consórcio venceu a licitação da planta de amônia com uma proposta de R$2.890.780.000. O montante ficou acima do preço projetado inicialmente, 1,3 bilhão de dólares. Liderado pela italiana Tecnimont – empresa licenciada pela KBR –, o grupo vencedor é formado pela Odebrecht, OAS, Camargo Correia e UTC. O Jornal da Manhã acionou a Camargo Correia e a Odebrecht, mas ambas preferiram não comentar sobre a concorrência. No segundo lugar ficou o consórcio da Queiroz Galvão, Iesa e Ferrostal, com preço de R$3.029.810.000. A diferença para o lance da vencedora é de R$139 milhões. A Toyo e Setal apresentaram proposta no valor de R$3.048.830.000 e fecharam a concorrência em terceiro. Na análise do ex-prefeito, o preço da terceira licitação da Petrobras para o projeto acompanhou os valores das duas tomadas de preços anteriores. No entanto, ele ressalta que a oscilação do dólar é um componente a ser levado em consideração, pois chegou a R$2,30. Segundo AA, grande parte dos equipamentos da fábrica é importada e os consórcios trabalharam com cautela na formação dos preços porque o reajustamento de contratos pelo governo federal e pela Petrobras é visto como um “palavrão”. Para Anderson, agora o governo municipal e as demais lideranças políticas precisam organizar uma ação suprapartidária em parceria com o governo de Minas para homologar o resultado da concorrência e definir o modelo de gasoduto que abastecerá a unidade de fertilizantes nitrogenados. Segundo AA, o prefeito Paulo Piau e as lideranças uberabenses têm feito ações importantes na hora certa, mas é necessário estabelecer um prazo de 60 dias, no máximo, para que as decisões ocorram. “É preciso acertar prazos para as definições dessas questões pendentes sejam solucionadas. Não as coloco como problemas, mas os dois assuntos devem ser conduzidos com eficiência política e componente técnico”, salienta.