A nota da executiva estadual do PT, confirmando a aliança com o PP para a disputa majoritária com chapa encabeçada por Angela Mairink (PP), reforça a estratégia montada pelo Partido dos Trabalhadores desde março. É o que argumenta o ex-prefeito de Uberaba e hoje pré-candidato a vice pelo PP, Anderson Adauto.
O ex-prefeito lembrou que o PT tem uma estratégia de alianças eleitorais muito bem definida. Anderson diz que o partido trata das composições em cidades acima de 100 mil eleitores pela executiva nacional. E desde que o grupo liderado por ele decidiu se engajar na disputa pela sucessão municipal, o PT nacional decidiu pelo apoio à candidatura do PP. “Representantes das executivas nacional e estadual do PT estiveram em Uberaba. Eles se reuniram com a direção municipal e estabeleceram uma aliança com o Partido Progressista. Até convocaram entrevista coletiva para anunciar essa aliança, tornou essa iniciativa do PT de conhecimento público”, frisou Anderson.
Ele disse ainda que, em Minas Gerais, o PT tem Uberaba como uma das cidades estratégicas para as eleições deste ano. “São 39 cidades em Minas que o PT traçou uma estratégia diferenciada, e Uberaba é uma delas. Até porque foi nos meus dois governos que implementei importantes políticas públicas dos governos Lula e Dilma no município”, destacou Anderson Adauto. O ex-prefeito disse que não esconde de ninguém a forte relação que tem com o ex-presidente Lula (PT). “Isso é de conhecimento geral. E estou tranquilo porque acompanhei todo o processo para a construção dessa aliança, sei de tudo passo a passo. A competência para definir sobre coligações no PT cabe ao diretório nacional, e isso a Justiça Eleitoral entenderá perfeitamente”, frisou Anderson Adauto.
O agora pré-candidato a vice-prefeito lembrou também que a aliança será importante para mostrar como as políticas públicas do PT, implantadas em seus governos, foram importantes para o desenvolvimento de Uberaba. “Teremos uma campanha curta e, na campanha de TV, teremos tempo para mostrar ao eleitor todas essas realizações”, comentou Adauto.