A 2 votos para ser absolvido por corrupção ativa, prefeito comentou sobre andamento de seu julgamento na ação penal do mensalão
A dois votos para ser absolvido pelo crime de corrupção ativa, prefeito Anderson Adauto (sem partido), durante participação no programa Linha Aberta, da Rádio JM 730kHz, comentou ontem sobre o andamento de seu julgamento na ação penal do mensalão no Supremo Tribunal Federal.
AA disse que sempre considerou “absurda” a acusação, lembrando ainda que houve um julgamento prévio pela condenação por parte da imprensa nacional. “Até em uma linha pesada, condenando por indício. Isso gera insegurança política”, comentou.
Ele destacou que teve o voto favorável do relator, ministro Joaquim Barbosa, do revisor Ricardo Lewandowski, sendo acompanhado ainda pelos colegas Rosa Weber e Luiz Fux. “E acredito que serei absolvido por unanimidade”, colocou.
Para o prefeito, o ônus da prova é de quem acusa, ou seja, cabe a quem o denunciou apresentar a prova do crime. “Isso tem que ser preservado”, afirmou, destacando ainda que os ministros estão entendendo que o procurador da República e autor da denúncia, Roberto Gurgel, não tinha prova para fazer a acusação. “Por isso eu estou conseguindo ser absolvido”, completou.
AA também comentou sobre o crime de lavagem de dinheiro, pelo qual também responde e consta como último item a ser julgado pelo STF. Segundo ele, existe a possibilidade grande de que também haja a absolvição. “No meu caso específico, o dinheiro, para pagar dívidas de campanha, foi buscado em um banco. Local mais insuspeito possível!”, destaca o prefeito. Por este crime também está sendo acusado o presidente do Codau, José Luiz Alves – responsável pelos saques –, para o qual ele também acredita que haverá absolvição. AA destaca que, para retirar a quantia, o então chefe de gabinete apresentou documentação pessoal e assinou o recibo. “E se for um julgamento técnico, nós teremos esta absolvição”, reforça.
O julgamento da ação penal será retomado na terça-feira (9) pelo STF. Sobre o crime de corrupção ativa do núcleo político, no qual se inclui AA, faltam votar os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Ayres Britto.