A prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (PSD), confirmou que retornará da viagem oficial à China antes do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Celso Neto. A missão internacional está prevista para ocorrer entre 20 de maio e 2 de julho e, segundo a chefe do Executivo, a expectativa é de anunciar novos investimentos para o município.
De acordo com Elisa Araújo, sua permanência no país asiático será mais curta, enquanto o secretário seguirá com uma agenda ampliada de prospecção de negócios e novas parcerias.
“Eu retorno antes, isso já estava previsto. O Celso fará uma agenda mais extensa porque ele vai continuar a prospecção. Eu vou nas principais agendas e retorno. A gente deve trazer boas notícias e fazer um grande anúncio”, afirmou a prefeita.
Ela destacou ainda que a viagem inclui visita específica a uma empresa que já esteve em Uberaba e avalia a possibilidade de instalação no município, além de reuniões com outras indústrias que também demonstraram interesse em investir na cidade.
Segundo Elisa, além dessa agenda principal, a comitiva pretende visitar empresas estratégicas que podem fortalecer o desenvolvimento econômico local e ampliar a geração de emprego e renda.
O interesse de empresários chineses em investir no Brasil tem crescido de forma significativa nos últimos anos, consolidando o país como um dos principais destinos globais de capital chinês em 2024 e 2025. O movimento é impulsionado pela busca por segurança energética, alimentar e pela diversificação de mercados.
Entre os setores com maior potencial de investimento estão energia elétrica, com foco em geração e transmissão, especialmente em fontes renováveis como solar e eólica, além da indústria de veículos elétricos.
Empresas como a BYD e a GWM têm ampliado operações no Brasil, visto como um importante polo de exportação para a América Latina.
Também estão no radar chinês investimentos em ferrovias e portos, fundamentais para o escoamento de commodities brasileiras como soja e minério de ferro, além da expansão para setores como tecnologia da informação, plataformas de delivery e consumo.
Especialistas apontam ainda que as tensões comerciais entre China e Estados Unidos contribuíram para aproximar Brasil e China economicamente, com investimentos chineses ganhando espaço e fortalecendo a estratégia de cooperação entre os países integrantes do bloco dos BRICS.