O prefeito Anderson Adauto reagiu ontem às declarações de seu ex-aliado, J.Júnior, que, entre outros adjetivos, o tachou de ser um político que não é adepto do diálogo
O prefeito Anderson Adauto (PMDB) reagiu ontem às declarações de seu ex-aliado, o empresário Hermany Andrade Júnior, o J.Júnior, que, entre outros adjetivos, o tachou de ser um político que não é adepto do diálogo, além de tê-lo acusado de implantar a indústria da multa em Uberaba. Através de sua assessoria de imprensa, AA – que cumpre agenda fora de Uberaba – disse que fez questão de deixar vários aliados ao longo do caminho por não estarem comprometidos com a sociedade. “Nunca o vi ser movido pelo interesse coletivo, só pelo individual”, aponta o prefeito, reforçando que a coletividade pautou todas as decisões de seu governo, portanto, não havia espaço para quem não tinha tal perfil, como o empresário. De acordo com AA, o ex-aliado legou a Uberaba uma herança negativa devido aos problemas enfrentados nos loteamentos por ele entregues à população, como, por exemplo, contendo ruas sem asfaltamento. “Eu o tinha como amigo. Mas quando cheguei à Prefeitura e vi os passivos deixados e as complicações para as pessoas simples que compraram lotes dele, tive que tomar decisões para o interesse coletivo”, revela, dando pistas do motivo para o rompimento entre ambos, depois de anos de alinhamento. Fazendo uma analogia com o corpo humano, Anderson Adauto salienta ser fato normal algumas células morrerem para dar lugar a outras, assim, também surgem novas lideranças para substituir as antigas, num movimento bem-vindo de oxigenação. “Estou propenso a apoiar um candidato que consista em renovação. Quero um nome com espírito público, que tenha coragem de fazer prevalecer o coletivo sobre o interesse pessoal”, finaliza.