A recente declaração do secretário Carlos Assis (Desenvolvimento Econômico) de que é real a preocupação quanto à implantação da planta de amônia em Uberaba provocou a reação imediata do prefeito Anderson Adauto, para quem o colaborador está extrapolando [nas colocações]. “Ele está indo além do que deveria e está desobedecendo minhas diretrizes, até porque os últimos contatos [na Petrobras] quem fez fui eu, ou seja, tenho mais conhecimento da vontade da empresa do que ele”, disparou AA.
Assis disse aos deputados federais e estaduais de Uberaba, em recente encontro do G9, que o então projeto da fábrica de amônia e uréia apresentado à Petrobras foi adaptado para uma planta singular complicadíssima, do ponto de vista técnico. Para ele, manter segredo sobre a possibilidade de não implantação do projeto é arriscado porque o único jeito de garantir o investimento é unir forças.
Anderson Adauto discorda de Assis – “por quem tenho o maior respeito” – por entender que esse não é o momento de se falar nisso. AA também criticou as colocações dos deputados federais Marcos Montes (PSD) e Aelton Freitas (PR), que acompanharam o evento do G9, de que é quase certo que o empreendimento não irá se viabilizar. “Essas duas lideranças, infelizmente, para a cidade a para eles mesmos, são as que têm menos informações sobre a planta de amônia. Nunca os vi correr atrás. O Piau, sim, participou de momentos importantes.”
O prefeito adiantou que chamou seu sucessor para uma reunião com a Vale, nesta sexta, cuja pauta será o investimento da Petrobras, com quem irá se sentar dia 7 de dezembro na sequência das conversas. Antes de encerrar, ele lembra que a presidente Dilma veio a Uberaba anunciar o empreendimento, que terá um ligeiro atraso no cronograma.