Os ministros Luiz Fux e Rosa Weber acompanharam ontem o voto do relator, ministro Joaquim Barbosa, na sessão de julgamento da ação penal do mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF). Ambos inocentaram Anderson Adauto pelo crime de corrupção ativa. Levando em conta o voto do revisor, ministro Ricardo Lewandowski, o prefeito tem quatro votos a favor de sua absolvição.
O julgamento será retomado somente na próxima terça-feira (9), pois não haverá sessão na segunda-feira. Faltam votar os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Ayres Britto.
Também ontem os secretários municipais emitiram nota de desagravo à população, após tomar conhecimento dos outros dois votos em favor da absolvição de AA por falta de provas no crime de corrupção ativa. Segundo eles, o prefeito jamais se curvou às acusações e dizia repetidamente que era inocente. “Fez isso de forma corajosa na Comissão Parlamentar de Inquérito, quando admitiu publicamente o ‘caixa dois’ na campanha eleitoral de 2002, desafiando deputados e senadores sobre a utilização do mecanismo em suas eleições”, diz o documento.
O grupo ainda destaca que em todo esse tempo os adversários usaram as acusações para atacar e denegrir a imagem política de AA. “Estes ataques ultrapassaram o campo político, por invadir sua vida privada”, diz o trecho da nota. Eles ainda pontuaram que nenhum político teve a sua vida tão investigada como a do prefeito, que teve seu primeiro mandato marcado por fiscalizações. Dizem ainda que, na reeleição, o mensalão foi usado sistematicamente por seus adversários, mas que nas urnas tiveram a resposta dos eleitores, dando-lhe o segundo mandato, “e, novamente, seu governo foi o mais fiscalizado na história de Uberaba”.
No documento, os secretários também dizem que foi feita justiça, em sua instância máxima, quando o relator acatou a tese de defesa – sendo acompanhada por outros três ministros. Eles ainda lembram que o prefeito sempre defendeu um julgamento técnico e isento.
O prefeito ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão dos ministros, mas hoje fala com exclusividade sobre o assunto no programa Linha Aberta, da Rádio JM 730kHz, sendo o assunto o principal tema da sua participação.