De acordo com o presidente da associação, José Tiago de Castro, a proposta não é reverter o aumento de 12,6% já anunciado para 2016
Associação dos Usuários de Transporte Coletivo planeja mobilização para conter o próximo reajuste da tarifa de ônibus. Panfletagem já está programada na semana que vem para buscar adesões ao movimento.
De acordo com o presidente da associação, José Tiago de Castro, a proposta não é reverter o aumento de 12,6% já anunciado para 2016, pois a planilha de custos mostra ser necessário o atual reajuste. Ele salienta que as despesas das empresas cresceram, enquanto o sistema perdeu passageiros ao longo de 2015.
No entanto, Castro ressalta que, se a estratégia continuar focada em aumentar o preço para compensar a queda de usuários, o resultado será um círculo vicios com menos passageiros a cada ano e a tarifa mais alta. Segundo ele, a estimativa é queda de 5% no fluxo de pessoas que utilizam o serviço em 2016, o que trará impacto ainda maior na planilha de custos posteriormente. “Se continuar assim, o reajuste sempre será maior que a inflação”, pondera.
Desta forma, o presidente da entidade afirma que a mobilização será lançada após o recesso do ano-novo porque é preciso buscar alternativas antecipadamente para a discussão da tarifa nos anos seguintes. O objetivo, segundo ele, será pressionar a Prefeitura para começar um diálogo com a comunidade em torno de soluções que evitem o reajuste exorbitante da passagem futuramente. “Estamos preocupados com o que vai acontecer no próximo reajuste. Então, adotaremos uma linha pesada de discussão com poder público até para evitar que a tarifa chegue a R$4,20! Nesse processo, chegaria próximo a esse valor em 2017. Vamos mobilizar para impedir que seja dessa forma”, argumenta.
Entre as possibilidades, Castro cita poderia ser discutida a criação de um fundo municipal de transporte coletivo para angariar recursos e subsidiar o serviço. Com isso, seria possível segurar o preço da passagem sem onerar os cofres públicos.