Já está na mesa do presidente da Câmara, Elmar Goulart (PSL), ofício assinado pela Associação dos Usuários de Transporte Coletivo Urbano (Acobe) solicitando o plenário da Casa para uma reunião pública, na quarta-feira, dia 9, cujo foco será discutir o reajuste da tarifa do transporte coletivo. A passagem, de R$2,60, foi ajustada para R$2,90, através de decreto assinado pelo então prefeito Anderson Adauto (sem partido), às vésperas do fim do seu mandato, em dezembro passado.
O aumento foi solicitado pelas concessionárias do transporte coletivo, Líder e Piracicabana, que pleiteavam uma tarifa de R$3,58 (37,69%), enquanto o ajuste concedido foi de 11,54%. Pneus, lubrificantes, peças e acessórios, despesas de pessoal, impostos e a substituição de 29 ônibus ano 2009 por veículos ano 2011 foram os itens que mais impactaram na elaboração da planilha da Superintendência de Planejamento de Trânsito e Transporte do Município.
No ofício (003/13) remetido a Elmar Goulart – que até o fechamento desta edição ainda não havia despachado – a Acobe solicita espaço para a reunião pública, a partir de 19h, cujo objetivo será debater os parâmetros utilizados na planilha de custos operacionais que nortearam o reajuste da tarifa. Segundo o presidente da entidade, José Tiago de Castro, a meta é a revogação do decreto que balizou o aumento e, nesse sentido, foi encaminhado ao prefeito Paulo Piau (PMDB) um ofício solicitando a revisão do ato.
A Acobe também vai defender a criação de um Conselho Municipal de Transportes para que analise as planilhas que norteiam a composição da tarifa do transporte coletivo. A entidade também defende a revisão do projeto de Mobilidade Urbana.