Praticamente toda a família do vereador Jorge Ferreira (PMN) esteve no plenário da Câmara durante a votação do relatório. Ao sair a absolvição do vereador, acusado de improbidade administrativa e assédio sexual, parentes e amigos tomaram conta do lugar, comemorando a vitória.
Jorge Ferreira permaneceu sentado ao lado do irmão Giovane, durante a leitura e votação dos quesitos, e só retornou à sua cadeira no plenário quando saiu o resultado final da votação.
Depois das explicações dos colegas, o vereador absolvido fez uso da tribuna livre, acompanhado de um discurso já pronto e que leu emocionado. Jorge Ferreira disse que passou por três meses de completa agonia, ao lado da família. Ele afirmou ainda que foi ameaçado de apanhar nas ruas, mas durante este tempo procurou meios para se defender e provar sua inocência.
À reportagem do Jornal da Manhã, Jorge Ferreira afirmou que agora vai começar sua vida como político. Disse que não pretende reformular seu quadro de funcionários. “Agora, quero colocar as coisas em ordem e com a lição que aprendi”, finalizou.
O vereador José Severino Rosa (PT), relator da Comissão Processante, disse que sai do trabalho com consciência tranquila e sensação do dever cumprido, mas não escondeu sua tristeza pelo resultado do trabalho. “Quem pratica ato de improbidade administrativa não deixa prova. Estou tranquilo, mas também envergonhado. Não frustrado, mas triste pela sociedade”, enfatizou.
Já o presidente da Comissão Processante, vereador Luiz Humberto Dutra (PDT), disse que se emocionou com as palavras do colega Severino.
Lourival dos Santos (PCdoB) avaliou o processo como produtivo para os dois lados. “Acredito que todos tiramos lição deste trabalho. Tenho certeza que, a partir de agora, vamos pensar duas vezes antes de praticar qualquer ato. E se for preciso instalar outras comissões para averiguar irregularidades, vamos fazê-lo”, enfatizou Lourival.