POLÍTICA

Adelmo preside Frente Parlamentar

Um grupo suprapartidário vai analisar o perfil, as origens e as perspectivas futuras da dívida do Estado para com a União

Publicado em 01/12/2011 às 00:31Atualizado em 19/12/2022 às 21:11
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Um grupo suprapartidário vai analisar o perfil, as origens e as perspectivas futuras da dívida do Estado para com a União, atualmente estimada em R$54 bilhões. O deputado estadual Adelmo Carneiro Leão (PT) é quem preside os trabalhos que serão desencadeados pela Frente Parlamentar em Defesa da Renegociação da Dívida Pública de Minas Gerais, que tem o aval de 51, de um total de 77 parlamentares com assento na Assembleia Legislativa, seja da oposição ou situação.

O petista defende uma auditagem completa da dívida mineira, que na sua opinião, coloca o Estado em situação de grande sofrimento. “Utilizamos boa parte das nossas receitas líquidas para pagá-la, comprometendo recursos que deveriam ser aplicados no desenvolvimento de Minas, na segurança pública, em saúde, educação, estradas, combate à violência e às drogas”, aponta Adelmo, para quem somente após um diagnóstico completo será possível encontrar uma equação que resolva o problema.

Só de juros, devem ser pagos este ano, pelo menos R$4 bilhões, mesmo assim, o débito deve continuar aumentando, como pondera o parlamentar. Segundo ele, o Estado está rolando a dívida que foi pactuada em 1998 – à época em R$15 bilhões –, e já pagou desde então, R$20 bilhões à União, mas ainda deve R$54 bi, o que significa que até 2028 serão consumidos 13% das receitas correntes de Minas Gerais. “O saldo é impagável”, assegura Adelmo, acrescentando que esta situação poderá implicar em um sacrifício que pode vir na forma de cortes de aposentadorias, salários, empregos e outros direitos conquistados.

Neste sentido o deputado defende que sejam eliminados os erros da correção, após o diagnóstico completo da dívida. Adelmo observa que os Governos Federal e Estadual estão com boa vontade de resolver o problema, do contrário, o pleno desenvolvimento de Minas ficará insustentável. “Não vejo o Brasil se desenvolver plenamente se os Estados forem garroteados, o que é inaceitável na relação republicana”, finaliza.

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