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Sede da Copervale na BR-262 se transformou em apenas ruínas, sem qualquer possibilidade de reativação
Petição protocolada na Justiça solicita destituição da administradora da massa falida da Copervale. No documento, foi denunciada a perda de imparcialidade da ocupante da função e, também, questionada a decisão de transformar o procedimento de recuperação judicial em falência da cooperativa. Até o momento, ainda não houve posicionamento do Judiciário sobre as acusações.
Autor da petição, o advogado e um dos sócios da antiga Copervale, Álvaro Pereira Iaccino, acusou a administradora da massa falida, Elizete Beatriz Seixlack, de advogar em prol de um grupo de credores e sem preservar os interesses da empresa. Com isso, ele requer a destituição da administradora no prazo máximo de 24 horas.
Além disso, o autor da denúncia argumenta na petição que, em 2017, houve a venda de dois terrenos da Copervale que representariam a arrecadação de R$852 mil. O valor seria suficiente, conforme o texto, para o pagamento da cota prevista aos antigos trabalhadores da cooperativa, mas isso não foi feito.
O documento relata que a situação ocorreu porque havia interesse pessoal em decretar a falência da Copervale. “Ao invés de pagar a classe operária, decidiu montar um plano de levar a empresa à falência e embolsar, ela e o perito, mais de 861 mil reais”, continua o texto.
A petição ainda acusa que teriam ocorrido fraudes em assembleia realizada pela administradora da massa falida, que apresentou falsos representantes da Copervale para convalidar as deliberações que levaram à decretação de falência.
Procurada pela reportagem do Jornal da Manhã, a administradora da massa falida da Copervale, Elizete Beatriz Seixlack, manifestou que acusações semelhantes já foram feitas anteriormente pelo advogado e todas as alegações foram consideradas falsas pela Justiça, que julgou improcedentes os pedidos anteriores. Segundo ela, o mesmo desfecho é esperado com a nova petição apresentada.