Fábrica de amônia na cidade não deverá ser prejudicada por corte no plano de negócios da Petrobras, de acordo com avaliação do secretário
Fábrica de amônia em Uberaba não deverá ser prejudicada por corte no plano de negócios da Petrobras, de acordo com avaliação do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso. A petrolífera está em fase de desinvestimento este ano e reavalia projetos, o que traz especulações sobre possível interrupção da obra em Uberaba. Em março, foi confirmada a dispensa de 400 operários e desaceleração no ritmo da construção.
Mesmo assim, Altamir descarta a possibilidade de paralisação do projeto. “Continuamos acreditando que planta de amônia é prioridade para o governo federal, pois a agricultura é o setor que representa maior percentual do PIB brasileiro e o país ainda importa 80% da amônia para a produção de fertilizantes. Precisamos produzir o insumo aqui e não depender do mercado externo”, argumenta.
Questionado se o Estado estaria protelando a construção do gasoduto por causa da instabilidade em relação aos projetos futuros da Petrobras, o secretário rechaça a hipótese. Segundo ele, a definição sobre o traçado do duto está sendo feita com cautela porque se trata de um investimento alto. “Isso precisa ser analisado tecnicamente até a exaustão para que se tome a decisão certa”, defende.
Altamir considera o gasoduto mineiro a melhor opção para trazer o gás a Uberaba, mas pondera que a resposta final depende dos estudos conduzidos pela Cemig e Gasmig. Ele afirma que o posicionamento oficial sobre o projeto deverá ser anunciado ainda este mês.