Alvo de duras críticas no plenário da Câmara, semana passada, quando os vereadores questionaram a veracidade das 500 obras e ações recentemente
Alvo de duras críticas no plenário da Câmara, semana passada, quando os vereadores questionaram a veracidade das 500 obras e ações recentemente anunciadas pelo Governo, as declarações que incitariam a violência contra os servidores, e o perfil “bonzinho demais” do prefeito, Paulo Piau (PMDB) evitou polemizar ainda mais com o Legislativo. Em entrevista ao Jornal da Manhã, ele disse que prefere não responder às colocações que incluíram cobranças quanto ao que chamaram de falta de compromisso de parte do secretariado, mas avaliou que alguns vereadores exageram no tom. “O que eu mais faço aqui é o respeito absoluto do Executivo com o Legislativo, mas acho que alguns discursos foram de tão baixo nível que chegaram ao desrespeito de alguns vereadores”, afirmou Paulo Piau, fazendo questão de pontuar que não vê o ocorrido como uma posição da Câmara. Mesmo assim, o prefeito não deverá comparecer à Casa este mês, como esperado principalmente pelo presidente Elmar Goulart (SDD), que o aguardava no plenário. Ainda segundo Piau, o líder já começou sua obrigação legal de fazer toda essa defesa do governo. Durante a sessão em que foi alvo das críticas, nem o líder, Luiz Dutra (SDD) e seu vice, Kaká Se Liga (PSL) estavam no plenário, já que ambos acompanhavam comitiva capitaneada pelo chefe do Executivo municipal para tratar de segurança pública, em Belo Horizonte, com o governador Antonio Anastasia. Na reunião seguinte, durante a discussão de um veto, o desencontro de informações entre líder e vice líder culminou com Dutra dizendo que iria puxar a orelha do prefeito, que se o quer no posto deve assegurar-lhe linha direta para tratar dos assuntos de interesse do Governo junto à Câmara. A reação, no terceiro dia de exercício da função em plenário, foi provocada pela sua dificuldade de acesso a PP, que precisava ser consultado para dar sequência à votação do veto total do Executivo ao projeto de lei do vereador Afrânio Lara Resende (Pros), criando os jogos municipais da terceira idade. Um dia depois, Dutra disse que extrapolou na tentativa de acertar.