POLÍTICA

Amâncio espera quebrar paradigmas em curta passagem pela Fundação

Vereador licenciado, que é evangélico, garante que a religião não vai atrapalhar o desenvolvimento das políticas culturais da cidade

Gisele Barcelos
Publicado em 05/08/2019 às 23:12Atualizado em 17/12/2022 às 23:08
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Flávio Salge/FCU

Prefeito Paulo Piau acompanhou a posse de Ronaldo Amâncio na presidência da FCU, que, na foto, está com o vice-presidente Ernani Neri

Em solenidade de posse ontem na Fundação Cultural, novo presidente da pasta, Ronaldo Amâncio (PTB), afirma que terá gestão curta devido ao projeto de candidatura à reeleição como vereador e afirma que religião não atrapalhará o desenvolvimento de políticas culturais para a cidade. 

Para disputar um novo mandato na Câmara, o vereador licenciado deverá se desincompatibilizar da presidência da Fundação seis meses antes do pleito, ou seja, até o início de abril do ano que vem. No entanto, ele defende que o tempo será suficiente para desenvolver o trabalho programado. “Sei que minha passagem como presidente será muito rápida. Vamos quebrar paradigmas e mostrar que respiramos cultura. Através da cultura, podemos quebrar preconceitos, traçar novos rumos e construir uma sociedade melhor”, pondera.

O novo presidente da Fundação também rebateu críticas que foram feitas pela nomeação de um representante do movimento evangélico para o comando da pasta. Durante discurso, ele argumentou que destacou que sua religião não influenciará nas políticas culturais de Uberaba e assegurou que fará uma gestão sem preconceitos. “Não tenham medo se eu sou evangélico, pois no evangelho de Jesus Cristo aprendi que o amor ao próximo tem que estar acima de qualquer barreira religiosa, racial, ideológica e até mesmo cultural”, afirmou.

Já o prefeito Paulo Piau (MDB) posicionou no evento ontem que foco do trabalho da nova gestão da pasta deverá ser a cultura popular. Amâncio é músico formado no conservatório Renato Frateschi. Ele já fez parte da equipe da Fundação Cultural na primeira gestão de Piau. 

Em entrevista ao Jornal da Manhã, o novo presidente da Fundação Cultural adiantou que uma das prioridades é retomar a realização do Réveillon Popular para marcar a comemoração dos 200 anos de Uberaba. A festa da virada está suspensa desde 2016 por contenção de despesas na Prefeitura.

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