Enerson Cleiton/PMU
Prefeito Paulo Piau e o presidente da Casemg, Francisco Correa, durante visita às instalações do armazém de Uberaba Casemg fará estudo sobre possível ampliação de armazém em Uberaba. A medida foi anunciada ontem durante visita do presidente do órgão, Francisco Correa, à cidade. Acompanhado do prefeito Paulo Piau (PMDB), o dirigente conheceu a unidade local para dar início à análise do investimento. Instalada em área de 17 mil hectares, a Casemg possui armazém com capacidade para estocar 45 mil toneladas. Correa avalia que será realizado um levantamento aprofundado da demanda de Uberaba e região para verificar a possibilidade ampliar a unidade, mas já sinaliza de forma positiva para a proposta apresentada pelo prefeito. “A importância de Uberaba no cenário da produção de grãos em Minas Gerais e no Brasil faz com que nosso armazém tenha dimensão maior para colaborar com o agronegócio brasileiro. Vamos seguir instrução do Ministério da Agricultura e fazer um estudo para dar à nossa unidade uma dimensão à altura da capacidade produtiva da região”, salienta. De acordo com o presidente da Casemg, o armazém ainda não atingiu a capacidade total prevista no projeto e ainda existe uma área grande sem atividade. Por isso, será importante a parceria com instituições públicas e também com a iniciativa privada para consolidar o investimento na estrutura. Já o prefeito ressaltou que a companhia está reavaliando a infraestrutura de todas as unidades e espera que o resultado favoreça a competitividade da produção local. Uberaba é o maior produtor de milho de Minas Gerais e o terceiro maior do Brasil. Por ano, Uberaba produz 448,2 mil toneladas do grão. A cidade também apresenta bom desempenho na cultura de soja: são 270,6 mil toneladas do produto, a segunda maior lavoura do Estado. No entanto, as condições de armazenagem estão defasadas. Levantamento da Secretaria Municipal da Fazenda realizado em 2010 apontava que a capacidade máxima de armazenamento na cidade era de 456,2 mil toneladas, incluindo os silos particulares instalados em fazendas e também as empresas que atuam na locação do espaço. A última opção é considerada inviável para os agricultores porque aumenta o custo de produção.