O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia disse ontem que não trabalha com a hipótese de o gasoduto de distribuição ser definitivamente barrado pelos órgãos competentes
O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse ontem que não trabalha com a hipótese de o gasoduto de distribuição ser definitivamente barrado pelos órgãos competentes que ainda analisam a sua viabilidade técnica para suprir a planta de amônia que a Petrobras pretende construir em Uberaba. “Sou um otimista por natureza; faremos esse gasoduto”, afirmou o tucano ao ser questionado pelo Jornal da Manhã. O otimismo de Anastasia, segundo ele mesmo revelou, foi revigorado após a reunião esta semana em Brasília junto à Advocacia Geral da União (AGU). O órgão foi acionado após a Agência Nacional do Petróleo dar bomba ao modelo de distribuição (com capacidade para 1,5 milhão de metros cúbicos de gás) saindo de Ribeirão Preto (SP) até Uberaba, considerado inconstitucional. A expectativa agora é pelo parecer da AGU. “Tenho esperança que em breve a fábrica será realidade”, completou o chefe do Executivo mineiro, ponderando que só falta a autorização para iniciar as obras do gasoduto. Ele classificou como “dúvida singela” a que paira entre os modelos de distribuição e transporte, este último ligando São Carlos (SP) até Brasília, com capacidade para seis milhões de metros cúbicos de gás. O governador lembra que as obras são um compromisso dos governos federal e estadual e têm o apoio da comunidade. Segundo ele, a fábrica de amônia é fundamental e essencial para Uberaba, o Triângulo, Minas e o Brasil. “Em hipótese alguma vamos recuar. Essa fábrica será construída em Uberaba, faremos o duto. Não descansaremos até fazê-los”, reforçou Anastasia, que posteriormente citou os avanços nas ações que envolvem os projetos. De acordo com ele, Minas ficou responsável pela compra da Gasbrasiliano, pela desapropriação do imóvel que abrigará a fábrica e assim o fez; a Prefeitura de Uberaba já emitiu os licenciamentos e tem cumprido suas obrigações, como a Petrobras, que avançou e licitou a obra. “A fábrica é um compromisso da própria presidente [Dilma Rousseff] e nosso de fazer o duto e trazer o gás para abastecê-la. Só falta autorização”, reforçou o governador.