Prefeito vai decretar compra emergencial de remédios para abastecer as farmácias básicas da rede. A garantia foi dada aos conselheiros pelo subsecretário municipal de Saúde, Gilberto Magnino, durante reunião na quarta-feira.
Segundo o vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jurandir Ferreira, o subsecretário aceitou e admitiu os problemas de abastecimento na rede. “Ele concordou que foi por falta de planejamento da secretaria”, conta. O conselheiro explica que decreto, que ficaria pronto até ontem, permitirá a compra emergencial de medicamentos e insumos, como luvas e papel higiênico, para fornecer às unidades básicas de saúde no período de três meses.
O prazo será utilizado para finalizar as licitações. “O subsecretário explicou que não foi possível abastecer as UBSs com insumos porque dois fornecedores entraram com recursos e impediram a homologação do resultado do processo licitatório”, lembra, ressaltando que as soluções de emergência serão tomadas ainda esta semana.
Jurandir acrescenta que, no caso dos remédios, a licitação que será aberta vai assegurar o planejamento de fornecimento para o período de dois anos. “A falta de medicamentos está geral e todos os conselheiros reclamaram. Não era um problema isolado de uma unidade, que antes era resolvido com remanejamento de uma farmácia para outra. Cabe agora ao Conselho acompanhar se as medidas verdadeiramente vão acontecer”, encerra.
Levantamento feito em fevereiro e março apontou carência de 23 itens da farmácia básica na rede, entre remédios adquiridos pelo Estado e pela Prefeitura.