POLÍTICA

Antigos motoristas do transporte rural denunciam irregularidades

Em reunião com o prefeito Paulo Piau na manhã de ontem, antigos prestadores de serviços disseram que a empresa contratada não está cumprindo o previsto no edital de licitação

Gisele Barcelos
Publicado em 11/02/2020 às 07:25Atualizado em 18/12/2022 às 04:11
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Foto/Rodrigo Garcia/CMU 

Prefeito Paulo Piau atendeu antigos prestadores de serviço do transporte rural na sala da presidência da Câmara

Aproveitando a presença do prefeito Paulo Piau (MDB) na Câmara Municipal ontem para a primeira sessão do ano, motoristas que prestavam serviço no transporte escolar da zona rural compareceram ao plenário e solicitaram reunião com o chefe do Executivo. Na conversa, o grupo apontou que a nova empresa contratada para o serviço não estaria cumprindo exigências estabelecidas no edital.

De acordo com o presidente da Ubervan (Cooperativa dos Transportadores de Uberaba), Paulo Henrique de Lima, a informação é que os veículos da nova empresa não passaram por vistoria por empresa credenciada e nem tiveram o tacógrafo aferido antes da entrada em circulação. “Vários itens exigidos para o transporte de alunos estão faltando”, manifesta.

Além disso, o grupo denunciou na reunião que a empresa também não estaria cumprindo critérios previstos no edital da licitação. Lima afirma que há veículos na frota com ano de fabricação superior ao limite do edital e que o número de carros disponibilizado é inferior ao contratado. “Temos informação que 48 vans estão circulando e o total previsto no edital eram 76”, contesta.

O presidente da cooperativa posiciona que as questões são descumprimento do contrato e foi solicitado ao prefeito a rescisão contratual com a nova empresa. “Pedimos a quebra de contrato pelo não-cumprimento e que a segunda colocada na licitação seja chamada”, acrescenta.

Em resposta, o prefeito ponderou que a empresa teve problemas no início da prestação do serviço e já foi notificada pela Prefeitura, mas vem trabalhando para normalizar a situação. “Não dá para tomar decisão já [sobre rescisão de contrato]”, argumenta.

Piau defende que o cumprimento do contrato será verificado, porém descarta uma ação de imediato para trocar a empresa de transporte escolar. “A empresa está fazendo um esforço para regularizar. Temos que levar em consideração. Vamos ver a evolução do quadro e se será feita a correção de imediato das falhas”, acrescenta. Secretária diz que 80% dos alunos chegaram às suas escolas nesta 2ª

Divulgação

Com apoio da Guarda Municipal e de monitores, a secretaria estima que 80% dos alunos chegaram ao seu destino sem problemas

Após suspensão de aulas na semana passada na zona rural por falta de transporte escolar, a secretária municipal de Educação, Silvana Elias, estima que 80% dos estudantes da zona rural conseguiram chegar ontem às escolas.

Em nota, a titular da pasta afirma que 55 veículos foram disponibilizados para o transporte escolar rural e os zero-quilômetro foram direcionados para as rotas mais difíceis e longas. Silvana também informou que todas as vans estão fazendo o trajeto com um monitor, que geralmente já conhece as fazendas e os alunos a serem transportados.

No entanto, a secretária admite que ainda houve impedimentos para a chegada de parte dos estudantes às escolas rurais. Segundo ela, os problemas ocorreram devido aos dias de chuvas intensas que afetaram as estradas e alguns veículos atolaram no percurso.

De acordo com a secretária, ajustes de rotas foram feitos ontem para o atendimento a 100% dos alunos da zona rural. Atualmente, 1.800 alunos da zona rural são transportados pelo município.

Em paralelo, Guarda Municipal continua com operação para escoltar os veículos destinados ao transporte escolar na zona rural. O esquema de segurança foi montado após Prefeitura receber ameaças anônimas de ações para atrapalhar o serviço.

O comandante da GM, Marcelo Neves, explica que a operação foi iniciada por volta das duas horas da manhã desta segunda-feira e se estenderá por tempo indeterminado. “A prioridade é que o transporte escolar seja efetivamente prestado, além de garantir que as crianças não sejam prejudicadas por interesses particulares”, encerra.

 

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