Durante evento do partido Novo, o governador disse que, mais cedo ou mais tarde, as reformas no Estado terão de acontecer
Em evento com militância do Novo em Uberaba, o governador Romeu Zema defendeu novamente a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal da União e argumentou que não há plano B para resolver o problema financeiro do Estado.
Zema afirma que a adesão pode até ser adiada por resistência da Assembleia, mas é uma medida que será adotada. “Temos que ser realistas: ou fazemos as reformas agora ou faremos mais adiante numa situação muito pior que a atual, porque o Estado vai continuar se deteriorando e repetir o que aconteceu no Rio de Janeiro”, manifesta.
O governador ainda posiciona que as medidas de austeridade previstas no regime de recuperação fiscal darão ao Estado a possibilidade de contratar financiamentos, o que hoje está barrado pelo déficit das contas de Minas.
O projeto referente à adesão ao Regime de Recuperação Fiscal da União foi protocolado em outubro na Assembleia Legislativa de Minas. A expectativa inicial era de que a votação ocorresse ainda neste ano, mas foi jogada para o início de 2020, devido a acordo firmado com parlamentares para agilizar a análise de proposta para antecipar créditos do nióbio.
A resistência ao regime se deve a exigências estabelecidas pela União, como a privatização de estatais e a proibição de concursos públicos.