POLÍTICA

Apesar de 80% de vacinados em Minas, uso de máscaras não deve ser facultativo

Publicado em 08/12/2021 às 07:11Atualizado em 19/12/2022 às 01:04
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Nesta terça-feira (7), Minas Gerais chegou à marca de 80% da população maior de 12 anos com o esquema vacinal completo. A marca era tida como pontapé inicial para a flexibilização do uso da máscara de proteção facial e de outras medidas no combate à pandemia no estado. No entanto, as incertezas sobre a nova variante ômicron ainda inspiram cautela. Vale lembrar que, de acordo com os dados do vacinômetro em Uberaba, atualizado na segunda-feira (6), toda a população adulta já recebeu pelo menos a primeira dose, 90,79% já tem a segunda dose; com relação aos menores 92,87% dos uberabenses com 12 anos ou mais receberam a primeira dose e 82,17% receberam a segunda dose ou dose única.

A possibilidade de flexibilização do uso de máscaras havia sido divulgada pelo próprio governador Romeu Zema (Novo), inclusive ao Jornal da Manhã. Sem muitos detalhes no anúncio oficial, coube à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) apontar a taxa de 80% da população com as duas doses contra a Covid-19 como marco para tornar facultativo o uso de máscara em espaços abertos.

Mas o cenário atual parece distante do que era previsto há um mês. Ao Hoje em Dia, a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas), Eva Lídia Arcoverde, afirma que Minas segue as metas do Ministério da Saúde, incluindo 90% do público-alvo vacinado para configurar uma situação de imunidade de rebanho. Esse contexto viabiliza a flexibilização mais ampla das medidas de combate à transmissão do coronavírus.

“A gente vê uma mudança que nos mantém em alerta em relação ao uso das máscaras. O que temos visto no cenário internacional em relação à nova variante (Ômicron) não nos dá segurança para mais flexibilização”, afirma Arcoverde, reiterando que estudos evidenciam que a utilização das máscaras, aliada às medidas de higienização das mãos, pode evitar o contágio em até 50% dos casos. Na sua avaliação, em um cenário onde a doença segue infectando a população, ainda não é o melhor momento para abandonar as medidas de proteção.

Em Uberaba, plano de contingência deve ser reformulado em breve, segundo informou a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) no início do mês. A entrada em circulação da nova variante, entretanto, já levou a Fundação Cultural de Uberaba a recuar em relação ao Réveillon Popular. No início deste mês, a proposta era realizar festa com shows em dois pontos da cidade, a praça da Abadia e o Parque das Barrigudas. A programação em Uberaba deverá consistir somente em um culto ecumênico, no dia 31 de dezembro. O carnaval também está cancelado em Uberaba e nas demais cidades da região.

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