FRAUDE PÚBLICA

Servidora é demitida em Uberlândia após apresentação de diploma falso e terá de indenizar município

Caso foi confirmado após investigação apontar inexistência de registros acadêmicos e falta de comprovação de curso; profissional também deverá pagar R$ 5 mil aos cofres públicos

Publicado em 13/04/2026 às 09:30Atualizado em 13/04/2026 às 09:32
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A Prefeitura de Uberlândia confirmou a demissão de uma servidora concursada após a constatação de que o diploma de graduação apresentado por ela para ingresso no cargo era falso. A decisão encerra um processo administrativo disciplinar e foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (13).

A funcionária, atuava como Profissional de Apoio Escolar na rede municipal de educação. A irregularidade veio à tona depois que a instituição de ensino citada no documento informou oficialmente não haver qualquer registro acadêmico em nome da servidora.

Durante o processo, a defesa alegou desconhecimento da fraude e afirmou que a servidora teria sido vítima de golpe. No entanto, a comissão responsável pela apuração destacou a ausência de qualquer prova que confirmasse a realização do curso, como registros de aulas, comprovantes de pagamento, avaliações ou documentação de estágio.

Um dos pontos considerados relevantes na investigação foi o fato de a servidora não conseguir citar o nome de nenhum professor do suposto curso, o que reforçou as conclusões do processo administrativo sobre a inconsistência das informações apresentadas.

Além da demissão, a decisão prevê que a servidora devolva R$ 5 mil aos cofres públicos como forma de indenização ao município. O valor deverá ser descontado de verbas rescisórias, conforme estabelecido na decisão administrativa.

Segundo a Prefeitura, a medida também leva em conta que a ocupação indevida do cargo prejudicou a administração pública e retirou a oportunidade de outro candidato habilitado assumir a função.

O caso será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que deve avaliar eventuais responsabilidades na esfera criminal.

A defesa da servidora não foi localizada até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

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