Postos de combustíveis não serão obrigados a informar diariamente os preços para a atualização da ferramenta a ser usada para o monitoramento dos valores praticados na cidade
Postos de combustível não serão obrigados a informar diariamente preços para atualização de aplicativo destinado ao monitoramento dos valores cobrados na cidade. A princípio, chegou a ser cogitado que a Prefeitura estabeleceria a exigência em lei, mas o prefeito Paulo Piau (MDB) descartou a medida.
Em entrevista à Rádio JM, o chefe do Executivo declarou que houve questionamentos dos empresários porque a situação poderia gerar transtornos aos estabelecimentos. “O Brasil é um país inseguro. Vamos supor que um dia um funcionário deixasse de corrigir a informação e alguém poderia acionar o Procon ou a Justiça. Não podemos infernizar a vida de quem empreende”, argumenta.
Com isso, Piau afirma que não será enviado projeto de lei à Câmara Municipal exigindo dos postos de combustível a atualização. Segundo ele, a atualização dos dados do aplicativo será feita de maneira colaborativa tanto por consumidores quanto por empresários. “Assim, não há conflito e resolve o problema”, manifesta.
O aplicativo para monitoramento dos preços de combustível foi anunciado em junho deste ano e havia a expectativa que o software estivesse disponível até agosto, o que não se confirmou. Piau declarou que a ferramenta estará disponibilizada em breve para o público, mas não garantiu o lançamento antes do fim do ano e nem especificou data para o app estar no mercado.
Ainda na entrevista à Rádio JM, o prefeito comentou sobre a diferença dos preços de combustível nas cidades da região. Ele argumentou que comparações não podem ser feitas com municípios do Estado de São Paulo, pois a tributação do produto é diferente. Entretanto, o chefe do Executivo afirma que continua em discussão com a Petrobras para entender por que o preço em Uberlândia ainda é menor do que Uberaba. “Ainda estamos num embate com a Petrobras. Ela já nos respondeu parcialmente sobre a diferença de preços na tancagem [...] Um pouco já corrigiu, mas não aceitamos a resposta total da Petrobras”, manifesta.