POLÍTICA

Após contestações, mudanças na Marcus Cherém serão discutidas

Existe a possibilidade de implantação de mão única na avenida somente no trecho da Guilherme Ferreira até a rotatória do Parque Fernando Costa

Gisele Barcelos
Publicado em 26/12/2018 às 20:45Atualizado em 17/12/2022 às 16:48
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Reprodução

Projeto inicial prevê a construção de viaduto em frente do Parque Fernando Costa e encontra resistência por parte da ABCZ

Discussão sobre viaduto na rotatória da ABCZ e implantação da mão única na avenida Marcus Cherém será retomada no começo do próximo ano com a comunidade. A previsão inicial era dar início às mudanças no trânsito da Marcus Cherém ainda em 2018, mas a Prefeitura recuou após resistência de comerciantes do local. 

O secretário municipal de Planejamento, Nagib Facury, ressalta que inicialmente a intenção era a mão única na Marcus Cherém somente no trecho entre o entroncamento com a Guilherme Ferreira e a rotatória do Parque Fernando Costa, mas depois foi colocada a proposta de tornar a avenida completamente sentido único. Segundo ele, após a rejeição, a tendência é voltar à ideia inicial e promover uma mudança mais leve na região. “Na minha visão, deve prevalecer a primeira ideia”, disse.

Quanto à construção do viaduto, Facury posiciona que o projeto continua nos planos do governo e não há desistência, embora a direção da ABCZ tenha se manifestado contra a obra. O secretário argumenta que adaptações podem ser feitas para atender à solicitação da entidade, mas nada ainda está acertado e tudo dependerá da decisão final do prefeito Paulo Piau (MDB).

Para o titular da pasta, a grande rejeição às mudanças na rotatória do Parque Fernando Costa e na avenida Marcus Cherém ainda se deve ao desconhecimento do projeto. Por isso, ele afirma que a decisão foi postergar qualquer intervenção no local para ter mais tempo de discutir o assunto com a comunidade. “Falta a gente ir para mesa novamente e conversar com todos. Tenho certeza que vamos chegar consenso”, salienta, reforçando que a meta não é atender só os comerciantes da região, mas encontrar a melhor alternativa para a população dos bairros próximos que trafega no local. 

Facury espera voltar a discutir os dois projetos em janeiro. Segundo ele, se as conversas caminharem bem, a previsão é lançar o processo licitatório e estar com tudo pronto até maio para dar o pontapé na obra para a implantação do viaduto.

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