Deputado federal reeleito, Marcos Montes (PSD) diz que sai da campanha de 2014 com responsabilidade redobrada: tem também, a partir de agora, a prerrogativa e obrigação de realizar uma oposição saudável; de intermediar as cobranças que estão sendo feitas pelos brasileiros e que têm refletido nos contatos com eleitores, incluindo em seus espaços nas redes sociais.
A declaração foi feita após MM ter participado da reunião, dia 5 de novembro, entre o PSD e a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). “Tenho um compromisso institucional e respeitoso com o PSD e com seu presidente nacional, um homem e líder que, ao longo desta campanha de 2014, confirmou seu comprometimento com a democracia e com a sensibilidade política”, coloca Marcos Montes, em alusão ao ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
O parlamentar, que tem base em Uberaba, refere-se ao fato de Kassab ter liberado as duas bancadas do PSD em Minas Gerais – de deputados federais e estaduais – para apoiar o senador e ex-governador do Estado Aécio Neves (PSDB), candidato a presidente. E mais ainda: liberou o próprio Marcos Montes para coordenar a campanha do ex-presidenciável na região.
“A convite dele e do PSD participei da reunião, levando em conta que se tratava de um evento institucional envolvendo meu partido e a presidente da República do Brasil”, explica Marcos Montes. “Vou participar de todas as atividades institucionais, certo de que o funcionamento da democracia pressupõe a convivência civilizada entre os poderes diretos e/ou indiretos da República, incluindo os partidos políticos”, complementa.
De outro lado, o deputado federal diz que não pode e não vai ignorar que 51 milhões de pessoas pediram mudanças através das urnas. Estas pessoas, segundo Marcos Montes, estão clamando por um novo modelo na forma de governar o país, exigindo a reforma política e uma gestão competente na economia e nos projetos sociais. “Não vou exercer meu mandato com ódio, com oposição cega e raivosa, mas também não serei um deputado de presépio, pronto para dizer amém para todo discurso que vier do governo federal, de um modo geral, e, em especial, de Minas Gerais, o Estado pelo qual fui reeleito”, afirma.