GOVERNO LULA

Aprovação do governo Lula supera desaprovação pela 1ª vez desde 2024, aponta Quaest

Pesquisa indica melhora na avaliação da gestão federal, impulsionada por medidas como renegociação de dívidas, debate sobre escala 6x1 e isenção do Imposto de Renda

Publicado em 15/07/2026 às 10:53
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A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou melhora e voltou a registrar aprovação numericamente superior à desaprovação pela primeira vez desde o fim de 2024, segundo pesquisa divulgada pela Quaest nesta quarta-feira (15).

O levantamento aponta que 48% dos entrevistados aprovam o governo, enquanto 47% desaprovam. Apesar de representar um empate técnico, o resultado é o melhor desempenho registrado pela gestão desde dezembro de 2024.

Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a melhora na imagem do governo está relacionada principalmente a três fatores: os efeitos do programa de renegociação de dívidas Desenrola 2.0, as discussões sobre o fim da escala de trabalho 6x1 e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.

“A aprovação do governo tem uma melhora consecutiva desde abril”, afirmou Nunes.

Disputa eleitoral

A pesquisa também mediu cenários para a eleição presidencial. Segundo o levantamento, Lula aparece na liderança no primeiro turno, com 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro (PL).

Nos cenários de segundo turno, o presidente também aparece à frente, com 45%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 37%.

Apesar da melhora na avaliação, 51% dos entrevistados afirmaram que Lula não merece um novo mandato, enquanto 45% disseram que ele deveria ser reeleito. Em abril, esse índice contrário à reeleição era de 59%.

Mudança entre eleitores independentes

Um dos principais movimentos identificados pela Quaest ocorreu entre os eleitores que não se identificam nem com a direita nem com a esquerda.

Esse grupo representa cerca de 33% do eleitorado e é considerado estratégico para a disputa presidencial.

Entre os independentes, a desaprovação ao governo caiu de 58% em abril para 45%, enquanto a aprovação subiu de 32% para 45%.

Impacto do Desenrola

Segundo a pesquisa, 66% dos entrevistados afirmam conhecer o programa Desenrola, que permite a renegociação de dívidas. Em maio, esse percentual era de 57%.

Para 55% dos participantes, a iniciativa é uma boa medida do governo. O levantamento também aponta queda no número de pessoas que afirmam ter muitas dívidas: de 28% para 21% em dois meses.

Fim da escala 6x1

A proposta de redução da jornada de trabalho também aparece como fator positivo na percepção dos entrevistados.

De acordo com a Quaest, 69% são favoráveis ao fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga um.

Metade dos entrevistados acredita que a mudança permitiria trabalhar menos horas. O apoio também aparece entre eleitores de direita e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, com mais de 40% defendendo a redução da jornada.

Isenção do Imposto de Renda

A pesquisa também avaliou a percepção sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil.

O levantamento mostra que 24% afirmam ter percebido aumento significativo na renda após a medida. Em fevereiro, esse percentual era de 15%.

Já o grupo que declarou não ter sentido diferença caiu de 50% para 39% no período analisado.

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