Em fax enviado à redação, o presidente da Associação das Empresas dos Distritos Industriais 1 e 2 de Uberaba (Assediu), Nabi Francisco Gouveia, contestou as declarações do prefeito licenciado Anderson Adauto (PMDB), publicadas ontem no Jornal da Manhã.
AA creditou a paralisação das obras da avenida Filomena Cartafina ao não-repasse do aporte financeiro de R$ 2,8 milhões de responsabilidade das empresas. O montante, conforme declaração, representa a contrapartida firmada com o município para a recomposição asfáltica da rodovia.
Entretanto, o presidente da Assediu justifica que a interrupção das obras do “Avenidão” não decorre da falta de repasse de verbas, em razão da associação jamais ter assumido qualquer compromisso de parceria neste sentido.
O texto assinado por Nabi Francisco Gouveia enfatiza que a Assediu “jamais assinou ou liberou qualquer recurso financeiro, nem tampouco assumiu o compromisso de liberar”.
Ao serem convidadas a intermediar entendimentos entre a Prefeitura e as empresas associadas dos Distritos Industriais 1 e 2, segundo o esclarecimento, as empresas se recusaram a contribuir. O argumento é de que a alta carga tributária imputada aos empreendimentos representa a contrapartida empresarial há anos oferecida. Ainda segundo a mensagem, a associação nunca interferiu ou desaconselhou qualquer associado em formar parceria em benefício da realização das obras.
O empresário encerra a mensagem alegando que os DIs 1 e 2 perderam característica de condomínios industriais devido ao trânsito intermediado para o conjunto Alfredo Freire. Justificativa é alicerçada pelo tráfego de caminhões que entram e saem de Uberaba via Univerdecidade. “Assim, entendemos que esses Distritos Industriais já não são privilégio de empresários. Hoje eles pertencem à comunidade, e cabe ao Município cuidar bem dessa comunidade”, concluiu.
A reportagem procurou a direção da Fosfertil, integrante da Associação das Empresas do Distrito Industrial 3 (Assed), à qual o prefeito deveria ter se referido, de acordo com Nabi Gouveia. Até o fechamento desta edição a assessoria de imprensa centralizada em SP não tinha enviado a resposta da empresa.