Foto/ Arquivo
Luiz Carlos afirma que paralisação não está na pauta e qualquer proposta depende de respaldo maior da categoria
Funcionalismo municipal realiza assembleia hoje para analisar resposta da Prefeitura em relação à campanha salarial deste ano. Por enquanto, paralisação de atividades não é cogitada por lideranças do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Uberaba).
De acordo com o líder sindical Luís Carlos dos Santos, a questão não está na pauta da assembleia e qualquer proposta de mobilização dependeria de um respaldo maior da categoria. Por isso, ele espera que os servidores compareçam à reunião para se manifestar sobre o posicionamento da Prefeitura na campanha salarial.
O governo municipal rejeitou pedido de aumento real do funcionalismo e apenas reafirmou o reajuste salarial de 8,8% com o incremento de R$20 no tíquete-alimentação. A categoria buscava o índice de 8,8% como recomposição da inflação e mais 11,2% de aumento real, além de R$50 de ajuste no tíquete.
A administração municipal justifica que o índice de 8,8% deve impactar a folha de pagamento do município em R$23,5 milhões/ano, enquanto o acréscimo de R$20 no tíquete implicará em um gasto de R$1,84 milhões por ano.
De acordo com o secretário de Administração, Rodrigo Vieira, o posicionamento sobre a campanha salarial deve ser mantido. "O prefeito Paulo Piau destacou que somente em 2019 a dívida do Estado com o município já ultrapassa os R$20 milhões. Portanto, a decisão é coerente com a responsabilidade fiscal que precisamos ter sempre. O aumento de R$25,3 milhões investidos em pessoal, em uma fase em que a crise financeira e econômica ainda persiste, esgota todas as possibilidades neste momento. Uma das maiores prioridades do prefeito é manter os salários em dia, por isso é necessário trabalhar de forma prudente", encerra.
Sindemu aguarda resposta da PMU e delibera hoje os próximos passos. Educadores da rede municipal também realizam assembleia hoje para deliberar sobre os próximos passos da campanha salarial. A categoria reivindica uma resposta da Prefeitura sobre o cumprimento de recomendação do Ministério Público sobre o piso nacional do magistério, mas o Executivo não se posicionou sobre a questão na primeira rodada de negociação.
Conforme o presidente do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), Bruno Ferreira, a possibilidade de paralisar atividades para cobrar uma resposta do governo municipal não está descartada, mas tudo dependerá do que for levantado pelos professores na reunião desta quinta-feira.
Ferreira lembra que a Promotoria deu prazo até maio para o município se manifestar sobre o cumprimento da recomendação e o prazo também deve ser levado em consideração antes de definir os próximos passos da categoria na campanha salarial deste ano.