Foto/Jairo Chagas
Consumidor acionou a reportagem do Jornal da Manhã esta semana para denunciar orquestração dos postos para aumentar o preço dos combustíveis, o que, se confirmado, configuraria prática de cartel
Com alta súbita no preço de combustíveis na cidade, grupo solicita realização de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas para discutir os valores praticados em Uberaba. O pedido foi encaminhado ontem, em ofício para o deputado estadual Heli Andrade (PSL).
No documento, o idealizador do grupo que monitora os preços na cidade, Ricardo Telles, argumenta que o Triângulo Mineiro é o maior produtor de etanol de Minas Gerais e critica a diferença de preços verificada entre Uberaba e Uberlândia e no restante do Estado.
Além disso, no ofício, é questionada a prática de cartel, devido à similaridade de preços observados nos postos de combustível em Uberaba.
Havia expectativa que de redução nos valores cobrados na cidade com o lançamento do aplicativo Preço Bomba, que acompanha os preços nos postos de combustível. No entanto, desde o início do mês, houve uma alta súbita, principalmente do etanol. Apesar dos questionamentos do grupo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) foi consultado no ano passado e manifestou que paralelismo de preços ou preços iguais não indica cartel.
O preço médio da gasolina está por volta de R$ 4,964 por litro. Já o etanol atingiu a casa de R$4,57 por litro.