Manifestação com cerca de 100 pessoas contou com apresentações culturais e falas contestando a violência contra a mulher
Jairo Chagas
Manifestantes se reuniram na praça Rui Barbosa para evento alusivo ao Dia da Mulher, mas “fora Temer” e reforma da Previdência também foram abordados Com gritos de “fora Temer”, ato alusivo ao Dia Internacional da Mulher reuniu aproximadamente 100 pessoas ontem na praça Rui Barbosa. Manifestantes levaram faixas com mensagens de repúdio ao presidente e também faixas de protesto à reforma da Previdência em tramitação no Congresso. A mobilização foi pacífica e contou com diversas apresentações culturais e musicais no centro da cidade. Nenhuma ocorrência foi registrada no local durante o ato. Além do protesto contra o presidente e o repúdio à reforma da Previdência, os participantes contestaram a violência contra a mulher e o assédio sexual enfrentado pelo público feminino. O grupo também defendeu a descriminalização do aborto no Brasil. O movimento faz parte de uma agenda nacional de protestos realizada ontem para marcar o Dia Internacional da Mulher. As manifestações foram organizadas em, pelo menos, 15 estados para reivindicar o fim da violência contra a mulher e criticar a reforma da Previdência, que pode aumentar a idade mínima de aposentadoria para as mulheres. No início da semana, as críticas à reforma da Previdência também marcaram audiência pública promovida pela OAB/Uberaba para discutir o projeto em tramitação no Congresso. O evento reuniu mais de 350 pessoas, incluindo representantes sindicais e de movimentos sociais. Dos deputados convidados, apenas Adelmo Leão (PT) e Antônio Lerin (PSB) compareceram à audiência. De acordo com presidente da OAB/Uberaba, Vicente Flávio Macedo Ribeiro, o evento serviu para unir as entidades e impulsionar a mobilização contra a refirma da Previdência. “Acreditamos que, de agora em diante, teremos dezenas de instituições que possuem o poder de disseminar as informações sobre os malefícios da reforma. Nosso balanço é altamente positivo e estamos prontos para outras manifestações”, avalia.