POLÍTICA

Ato em favor da nomeação do 1º da lista na UFTM reúne poucos

O ato, marcado para ter início às 10h na porta da UFTM, começou com 18 pessoas, sendo três representantes sindicais

Luiz Gustavo Rezende
Publicado em 24/01/2019 às 22:16Atualizado em 17/12/2022 às 17:36
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Jairo Chagas

Manifestação teve a participação de cerca de 40 pessoas, mas representantes de entidades marcaram presença com discursos

Manifestação em apoio à nomeação do professor Fábio César da Fonseca para a reitoria da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) não atraiu grande público. Ato foi realizado na manhã desta quinta-feira (24) e teve a participação de cerca de 40 manifestantes. Matéria recente publicada no jornal Folha de S. Paulo especula que o segundo da lista tríplice e atual vice-reitor Luiz Fernando Rezende dos Santos Anjo será o escolhido por Jair Bolsonaro (PSL). 

O ato, marcado para ter início às 10h na porta da UFTM, começou com 18 pessoas, sendo três representantes sindicais: Rolando Malvásio, representando o Sindicato dos Trabalhadores e técnicos administrativos da UFTM. Marcos Mariano, representando o Sindicato dos Professores (Sinpro-MG) e Lázaro Manoel representando o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior de Uberlândia (Sintet-UFU).

Rolando Malvásio, inclusive, distribuiu nota pública à imprensa na qual afirma que a eleição, realizada em 2018, cumpriu todos os requisitos legais e após 157 dias a UFTM ainda se encontra sem um reitor legítimo. Malvásio também foi o primeiro a discursar após abertura para manifestações individuais.  Entretanto, durante seu discurso ele afirmou que a nomeação não é ilegal, mas é imoral.

Diretor do Sinpro-MG, durante sua fala afirmou que o que se vê é um pseudo golpe, que não se está respeitando a democracia presente no processo eleitoral. Flávio Saldanha, professor de História, também se manifestou e disse que são atos autoritários travestidos de democracia.

O discurso mais acalorado durante o ato foi feito por Lázaro Manoel, coordenador do Sintet-UFU. A manifestação estava em seu ápice quando ele fez uma ligação entre a possível escolha com os tempos da ditadura. “Eu não vou ser calado por armas”, esbravejou.

No momento que registrou maior número de pessoas, às 11h, 45 pessoas foram contadas no evento. Malvásio justificou que por ser um período de férias muitos alunos estão sem aulas o que pode ter esvaziado o ato.

A reportagem do Jornal da Manhã acompanhou toda a movimentação ao redor do local. Fábio César da Fonseca, professor da UFTM e principal interessado na sua nomeação, não compareceu ao ato. Funcionário que trabalha no local afirmou estranhar sua ausência, visto que Fábio é frequente em mobilizações. Aluno presente na manifestação afirmou que ele tem bom trânsito com os discentes e isto o ajudou no processo eleitoral.

Indagado sobre o porquê da sua ausência, o professor Fábio respondeu por meio de nota: “Não tive qualquer participação na organização e mobilização, pois trata-se de livre manifestação”, esclarece. Disse ainda ter acompanhado pelas redes sociais e que está fora da cidade por questões de saúde na família. A reportagem apurou que a mãe do professor está com complicações na saúde. 

O ato foi encerrado às 11h20.

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