Construtora responsável pelo serviço está há dois meses sem receber pelo trabalho realizado e vem colocando aportes próprios para não interromper a execução da obra
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Em fase final de construção, empresa ameaça parar a obra por estar há cerca de 60 dias sem receber, sendo que já injetou mais de R$600 mil sem o devido reembolso
Pagamentos em atraso do governo federal ameaça obras do Parque dos Girassóis 4. A construtora responsável pelo serviço está há dois meses sem receber pelo trabalho realizado e vem colocando aportes próprios para não interromper a execução da obra.
Segundo o engenheiro da empresa, Rafael Alves Almeida, mais de R$600 mil já foram injetados pela construtora para não paralisar os trabalhos. “Estamos há aproximadamente 60 dias sem receber. É difícil tocar uma obra desse porte com recurso próprio. A construtora já colocou muito dinheiro antecipado. Precisamos do reembolso”, posiciona. Almeida explica que, até o momento, o governo federal não deu uma sinalização de quitar as pendências e regularizar os pagamentos do programa habitacional. “Estamos estudando para ver o que vamos fazer. Teremos uma reunião na segunda-feira”, ressalta.
A paralisação das atividades foi levantada após críticas do vereador Thiago Mariscal, que entrou no canteiro de obras do Girassóis 4 e do Alfredo Freire 4. O parlamentar fez uma série de declarações contra a construtora, inclusive com publicação de vídeos nas redes sociais. A Policia Militar foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado devido à entrada não autorizada na área.
Com o desgaste, direção da construtora chegou a manifestar que não faria mais aportes de recursos próprios na obra e as atividades seriam suspensas até o governo federal regularizar os pagamentos em atraso.
Acionado, o presidente da Cohagra, Marcos Jammal, afirma que está em contato com os representantes da empresa para tentar resolver o impasse e reverter a possível paralisação das obras. Segundo ele, o governo federal acenou com a quitação dos débitos a partir de julho