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Audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa no anfiteatro do campus universitário de Frutal
A comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), unidade Frutal, no Triângulo Mineiro, quer a conclusão das obras da extinta Fundação Centro Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (HidroEx), também conhecida como Cidade das Águas. Alunos, professores e funcionários, assim como moradores e lideranças políticas e comunitárias, reivindicam, também, a transferência para a universidade da escritura pública da fundação e dos terrenos onde foi instalada.
As demandas foram defendidas durante audiência da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada no anfiteatro do campus universitário, em Frutal. O objetivo foi discutir o abandono do patrimônio móvel e imóvel da HidroEx, fundação criada em 2009 e extinta em 2016, pela Lei 22.291, após denúncias de irregularidades e desvio de recursos públicos. Dos 40 prédios que fariam parte do complexo da HidroEx, de acordo com o projeto, muitos não foram concluídos, outros sequer saíram do papel.
O diretor da Uemg Frutal, professor Alynsson Takehiro Fujita, afirma que a instituição tem alunos, professores e pesquisadores competentes, em condições de executar importantes projetos de pesquisa sobre águas e meio ambiente. “Não se pode tratar recursos hídricos de forma isolada, mas em articulação com os recursos naturais e humanos”, ressaltou.
A Uemg Frutal conta com 1.200 alunos, 69 professores e pesquisadores, além dos funcionários técnico-administrativos. A unidade dispõe de sete cursos de graduação, dois mestrados e outros de especialização.
O pró-reitor de Planejamento, Fernando Sette Júnior, defendeu o comprometimento dos governos do Estado e da União para a dotação de recursos, de forma que a universidade possa assumir o passivo, mas com apoio financeiro, já que as verbas da instituição são muito limitadas.