A realização de última hora da prestação de contas da Secretaria Municipal de Fazenda, ontem, na Câmara, dividiu as opiniões em plenário. Alegando que não haveria tempo hábil para outra data a fim de atender à Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina a apresentação do 3º balanço quadrimestral em fevereiro, o líder governista Tony Carlos (PMDB) solicitou à Mesa que abrisse uma exceção para atender ao Executivo. Solicitação atendida, a última reunião ordinária do mês foi suspensa e transformada em Audiência Publica, o bastante para que João Gilberto Ripposati/Betinho (PSDB) questionasse a eficácia da prestação de contas, já que os vereadores não tiveram tempo para analisar os dados e dessa forma chegarem mais preparados para o debate. Ele também ponderou que ante o anúncio antecipado de que será feita uma auditoria na Prefeitura, a análise pode ser perdida, pois os números futuramente podem se revelar outros. Ripposati ainda questionou se o Executivo não tem profissionais qualificados para apurar os dados contábeis, já que se falta tanto em dívida e será gasto com auditoria e consultoria. Seus colegas Afrânio Cardoso de Lara Resende (PP), Marcelo Borjão (DEM), Cléber Cabeludo (PMDB) e Franco Cartafina (PRB) também reagiram à forma como se deu a prestação de contas, ao que Samuel Pereira (PR) defendeu que as próximas aconteçam durante uma plenária, já que, fora isso, pouquíssimos vereadores acompanham os números. A proposta será analisada pela Mesa Diretora, como anunciou o presidente da Câmara, Elmar Goulart (PSL).