Estudo realizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) aponta que as perdas no campo, decorrentes da estiagem prolongada, chegam a 46% em relação ao milho, 37% com o sorgo, 36% na soja, 21% com o leite, 20% com o café e 15% em relação à lavoura de feijão. Os números serão apresentados pelo presidente da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB), em audiência pública hoje, a partir de 15h, na Casa.
“Vamos dar um grito de socorro, provocar e alertar as autoridades para buscarmos alternativas à seca e seus impactos nas regiões produtoras, Triângulo e Alto Paranaíba, Sul e Sudeste”, disse o parlamentar em entrevista ao Jornal da Manhã. Antônio Carlos avalia que os números são assustadores e o impacto da estiagem atípica que tomou conta de Minas Gerais no início de 2014 e vem se prolongando será sentido mais à frente também, por isso a necessidade de chamar o debate.
Para ele, os efeitos da seca podem vir também em forma de queda na produção e aumento no preço dos produtos e na descapitalização do produtor e endividamento. Uberaba decretou situação de emergência e anormalidade em virtude da estiagem prolongada, sendo que as perdas chegam a 35% na soja, 25% no milho, 15% na cana-de-açúcar, 25% nas pastagens, 10% no leite e 40% na horticultura.