POLÍTICA

Auditores fiscais e trabalhadores da Saúde realizaram “apitaço”

Auditores fiscais e profissionais da Saúde também realizaram ato e depois se juntaram aos demais manifestantes

Thassiana Macedo
Publicado em 16/03/2017 às 07:49Atualizado em 16/12/2022 às 14:36
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Auditores fiscais e profissionais da Saúde também realizaram ato e depois se juntaram aos demais manifestantes

A manifestação contra a reforma da Previdência ganhou força à tarde. Auditores fiscais, trabalhadores da Saúde e outros movimentos sociais se juntaram para um “apitaço” na avenida Maria Carmelita Castro Cunha, próximo às sedes da Justiça Federal e do Trabalho. O grupo seguiu em marcha até a praça Rui Barbosa, que foi palco de mais um protesto contra a PEC 287/2016 ou PEC da Previdência e reuniu novamente trabalhadores em geral e representantes de setores educação municipal e estadual, saúde, auditores fiscais estaduais, eletricitários e outros movimentos de classe.

De acordo com Milena Sousa Moreira, diretora do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), a categoria paralisou o atendimento e os serviços para participar do dia de mobilização contra a reforma, cuja proposta vai penalizar todos os trabalhadores brasileiros. “A reforma não é necessária dessa maneira, porque com ela o trabalhador vai contribuir a vida toda e não vai ter o benefício da aposentadoria. Muitas pessoas não vão aposentar com a integralidade. A Previdência é uma das melhores formas de distribuição de renda, porém muitas empresas sonegam. Essa reforma vai tirar direitos dos trabalhadores e o trabalho vai se tornar escravo”, avalia.

Segundo a diretora, é necessário fazer uma auditoria na Previdência, pois muitas empresas sonegam o pagamento do encargo e não são cobradas. Milena reforça que outro problema é a Desvinculação da Receita da União (DRU), que retira grande percentual de recursos da Previdência e da Seguridade Social para pagar uma dívida eterna e com os juros mais altos do mundo, a qual também deveria ser auditada. A categoria não pretende apresentar emendas à proposta e defende sua rejeição pura e simples, pois não é possível negociar a perda de direitos.

Outras categorias também participaram do manifesto. Conforme Maria Sandra Bastos Siqueira, representante do núcleo regional do Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais e Casas de Saúde (Sindisaúde), a categoria pede o arquivamento da proposta de reforma da Previdência e aproveitou para chamar a atenção da população para as pautas específicas da classe, como a implantação da jornada de 30h e a reforma do plano de cargo e carreira. Já os professores do município e do Estado também levantaram a bandeira do pagamento do piso salarial.

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