Proposta foi aprovada no Supremo nesta quarta e será encaminhada ao Ministério do Planejamento, ao Congresso e para sanção presidencial
Se aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidência da República, a proposta dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de reajustar seus salários em 16,38% teria um impacto de cerca de R$ 4 bilhões nas contas da União e dos estados.
Cálculo feito pelas consultorias Orçamento da Câmara e do Senado mostra que o efeito cascata de reajustar a remuneração dos ministros de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil seria de R$ 717 milhões no Judiciário e de R$ 258 milhões no Ministério Público da União.
No caso do Poder Executivo, onde o mecanismo do abate teto desconta os salários que hoje ultrapassam R$ 33,7 mil, o efeito seria de outros R$ 400 milhões. Por fim, de acordo com a consultoria, o impacto seria de R$ 2,6 bilhões nos entes da federação.
A proposta foi aprovada no STF nesta quarta-feira (8). Ainda será encaminhada ao Ministério do Planejamento, ao Congresso e para sanção presidencial.
O efeito cascata da elevação dos salários do STF se dá pelo fato de que o valor da remuneração dos ministros é o limite máximo estipulado para os salários do funcionalismo. Além disso, algumas categorias tem suas remunerações atreladas às dos ministros.
Aumento de salário não é o melhor para o Brasil, diz Cármen Lúcia
Ao comentar nesta quinta-feira (9) o resultado da votação de ontem, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, disse não se envergonhar de ter sido vencida no tema, por estar convencida de que não era o melhor para o Brasil.
“Perco quase todo dia, ontem perdi, provavelmente hoje perco de novo em alguma votação. Mas eu não queria estar ao lado dos vencedores”, disse a ministra, que votou para que os salários permanecessem em R$ 33,7 mil por pelo menos mais um ano.
*Com informações da Agência Brasil