Presidente da Comissão de Meio Ambiente preferiu a cautela ao comentar sobre autuações impostas a Vinícius Rodrigues
Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) preferiu a cautela ao comentar sobre as autuações impostas ao secretário Vinícius José Rodrigues Rios, por conta do desenvolvimento de atividade de suinocultura sem a devida licença ambiental e também a utilização de recursos hídricos com outorga vencida.
Para o vereador, o ocorrido com o titular da pasta do Meio Ambiente (Semea), que firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público visando à regularização ambiental da área, retrata a necessidade de se agilizar as ações promovidas no âmbito do Município e do Estado na liberação dos licenciamentos. Nesse sentido, Ripposati defende a reestruturação da própria secretaria, para que possa atuar de forma a atender ao desenvolvimento da cidade com sustentabilidade.
Para o vereador, o Estado também precisa se aproximar mais do Município. “Na condição de secretário, não tendo sido atendido em tempo, ele tem agora uma tarefa muito maior, porque, como ele, outros devem estar nessa situação [aguardando os licenciamentos]”, disse Ripposati, acrescentando que é preciso transformar esse fato em ações positivas para o meio ambiente.
O tucano tem reunião hoje com o titular da Semea, agenda que já estava marcada anteriormente à revelação, pelo Jornal da Manhã, das autuações. “Quero que a secretaria funcione para dar caminhos para o desenvolvimento”, assegurou Ripposati, que diz acreditar no trabalho de Vinícius. O vereador também pediu cuidado na análise da situação, já que no momento que um novo governo começa, fatos como esse não podem ser levados para a especulação política, visando a trocar o secretário.
“Entendo que cada secretário tem que ser parceiro do prefeito e ajudá-lo a construir o projeto proposto para Uberaba. Cabe a cada um, nesse momento, saber se consegue corresponder a esse projeto. Quem entender que não, que não é capaz, tem que ser coerente com a cidade e o prefeito no sentido de não permitir que seus interesses sejam maiores do que o coletivo”, encerra o vereador.