NOTA QUATRO

Avaliação nacional coloca Medicina de Uberaba entre os cursos com melhor desempenho

Tanto a Universidade Federal do Triângulo Mineiro quanto a Uniube, que oferecem a graduação, obtiveram notas favoráveis no exame que tem um terço das instituições avaliadas com notas consideradas insatisfatórias

Luiz Gustavo Rezende
Publicado em 19/01/2026 às 20:59Atualizado em 19/01/2026 às 21:29
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UFTM e Uniube tiveram bom desempenho no Enamed, avaliação nacional da formação médica divulgada pelo Inep (Foto/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

As duas instituições de formação superior em Medicina de Uberaba, Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e Uniube, tiveram avaliação de nota quatro, em índice que vai até cinco, no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O ranking foi divulgado nessa segunda-feira (19), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A lista é composta por 351 unidades de formação superior e 114 obtiveram nota quatro. O índice máximo, nota cinco, foi alcançado por apenas 49 instituições. Com nota 3 são 80 universidades.

O ranking é completado por 107 unidades com nota considerada insatisfatória pelo Inep. Desse total, 83 alcançaram apenas índice dois, enquanto 24 tiveram a pontuação mínima, que é um. Além disso, um curso ficou sem conceito por ter menos de dez alunos avaliados. As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas a penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terão suspensão total do ingresso de novos estudantes.

O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que as instituições mal ranqueadas terão prazo para defesa e disse que os cursos devem garantir a qualidade do ensino e isso protege a população que posteriormente é assistida por esses profissionais. “É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino”, disse Camilo.

O Enamed foi criado pelo MEC para avaliar a qualidade na formação de médicos do Brasil, é obrigatório para todos os estudantes do último ano e será anual. Ele é de responsabilidade do Inep. Seu resultado também serve para o Enare (Exame Nacional de Residência).

O exame é uma resposta a um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional e quer criar uma espécie de OAB da área, com avaliação própria não vinculada ao ministério, e sim ao Conselho Federal de Medicina (CFM).

A realização do Enamed causou polêmica no setor educacional este ano e foi questionada na Justiça. A Anup (Associação Nacional das Universidades Particulares) tentou barrar a divulgação dos dados desta segunda, mas o Judiciário não aceitou o pedido.

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