A empresa americana Mosaic, uma das maiores produtoras de fertilizantes do mundo e que possui duas unidades no Distrito Industrial 3, em Uberaba, afirma que o mercado apresentou forte retração em um movimento acima do esperado no último trimestre de 2025. A companhia considera ajustes operacionais e apresentou as dificuldades do setor à prefeita Elisa Araújo (PSD).
Em contato com a reportagem, a prefeita afirmou que a questão é desafiadora e confirmou ter solicitado ao governador Romeu Zema (NOVO) a revalidação de benefícios concedidos ao setor. “O governo municipal, por duas vezes, recebeu a demanda do setor pela renovação dos benefícios do estado, e assim cumpri meu papel de Agente Público, fazendo a interlocução com o governo estadual para garantir a permanência dessas gigantes em Uberaba e por toda Minas Gerais”, destaca.
Ainda conforme a prefeita, houve a sinalização positiva aos pleitos apresentados, contudo a conclusão passa por órgão independente. “O governador, nas duas vezes, sinalizou positivo, mas deixou claro que o time dele estava preparando todas as informações para passar ao Conselho, que é composto por membros não só de Minas Gerais. Portanto, unidos governo municipal e estadual, garantimos a permanência e o fortalecimento do setor de fertilizantes, que é tão importante para o Agronegócio e para nossa força econômica regional”, arrematou.
Entre as medidas previstas nos “ajustes operacionais” está a possibilidade de paradas na produção das fábricas, medida considerada prejudicial para toda a cadeia envolvida. Entre as causas que frearam o consumo de fertilizantes produzidos no Brasil está a restrição mais severa de crédito para produtores rurais e maior competição entre fornecedores, impulsionada pela entrada de fertilizantes fosfatados vindos da China.
Os produtores rurais brasileiros passaram, em 2025, a adquirir fertilizantes com menor concentração de nutrientes vindos do país asiático em uma tentativa de reduzir custos de produção, o que levou à importação recorde no país pelo crescimento do volume.
No acumulado de 2025, a empresa vendeu cerca de 9 milhões de toneladas no país, um volume estável em relação ao ano anterior, mas que reflete a retração geral do mercado brasileiro.