Aelton Freitas, Caio Narcio e Zé Silva seguiram o posicionamento do relator e optaram por arquivar o processo
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Momento em que Caio Narcio (PSDB) e Marcos Montes (PSD) votaram favoravelmente a Michel Temer
Câmara Federal barrou ontem a continuidade da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). Ao todo, 251 parlamentares se posicionaram contra a abertura da investigação no STF (Supremo Tribunal Federal). Houve 233 votos a favor do prosseguimento da denúncia e duas abstenções e 25 deputados estavam ausentes. Um não votou.
Dos deputados da região, apenas Adelmo Carneiro Leão (PT) votou pela admissibilidade da denúncia. Aelton Freitas (PR), Caio Narcio (PSDB), Marcos Montes (PSD) e Zé Silva (SD) seguiram o posicionamento do relator da Comissão de Constituição e Justiça, negando autorização ao STF para a abertura do processo. Todos mantiveram o mesmo posicionamento adotado na primeira denúncia, analisada em agosto.
PMDB, PP, Avante, PSD, PR, DEM, PTB, Pros, PSL, PRB, Solidariedade, PSC e PEN orientaram as bancadas a votar a favor de Temer. Já as lideranças do PT, PSB, PDT, PC do B, Podemos, PPS, PHS, Psol e Rede orientaram parlamentares a se posicionar pela investigação do presidente no Supremo. O PV e o PSDB ficaram em cima do muro e liberaram as bancadas para a votação. A oposição tentou obstruir a pauta e foram necessárias oito horas para reunir o número mínimo de deputados em plenário para abrir a sessão e votar a denúncia.
No início da tarde, chegou a ser analisada a possibilidade de adiar a votação devido à falta de quórum. O esvaziamento do plenário era manobra para deixar o presidente mais algumas semanas sob desgaste. Um requerimento chegou a ser apresentado por parlamentares da base aliada, mas foi rejeitado em plenário.
A votação para decidir sobre a abertura da investigação no Supremo começou por volta de 19h e se estendeu por quase três horas. Nos discursos, Temer foi acusado por vários deputados de comprar votos para permanecer no poder. Com a decisão, parlamentares seguiram o posicionamento do relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), já aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e que recomendava a rejeição da autorização ao Supremo.