Apesar da vacância na diretoria de Vigilância em Saúde com a exoneração de Marco Túlio Azevedo Cury (PMDB), partidos da base aliada não iniciaram as articulações para ficar com o cargo. Lideranças do PT, PSB e do próprio PMDB aguardam, obedientes, o posicionamento do prefeito Anderson Adauto sobre o substituto.
De acordo com o presidente do PT, José Paulo Kefalás, a mudança foi recente e, no calor do momento, não houve ainda tempo para observar se o partido tem nomes com perfil para o posto ou de qualquer discussão interna sobre o assunto na executiva. Entretanto, ele declara que a legenda não concluiu as negociações com o prefeito e está na espera de cargos nos quadros da secretaria de Desenvolvimento Social e Educação, além de ainda pleitear maior presença no primeiro escalão.
Segundo Kefalás, o comando das pastas está definido de forma aparente, mas as reivindicações do partido não cessaram. Questionado se a expectativa se referia à Secretaria de Meio Ambiente, ele não confirma e nem nega que o PT almeje de volta o posto. “A secretaria era nossa anteriormente. Temos expectativa de participação maior no governo, por enquanto está aquém do previsto”, desconversa.
Já para o presidente do PSB, Clóvis Garcia Borges, o partido fez sua parte ao entregar lista de filiados com potencial para ocupar o primeiro, segundo e terceiro escalões da PMU. Por isso, cabe agora esperar a análise de AA. “Não podemos ficar repetitivos. É uma decisão que deve partir de cima para baixo”, alega, satisfeito com a atenção do prefeito com a legenda.
Na mesma linha, o líder do PMDB, Alexandre Pires, afirma que a lista de filiados foi disponibilizada para o prefeito e cabe a Anderson estudar quem será o novo diretor. Entretanto, devido aos espaços estratégicos conquistados pelo partido, ele destaca que não vê qualquer impedimento na migração do posto para outras legendas da base aliada: “O importante é a causa maior: um governo bom e atuante”.