O ex-governador do PSDB já havia sido preso antes, mas solto graças a decisão do ministro do STF Gilmar Mendes
J.F.Diorio/Estadão Conteúdo
O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso nesta manhã (25) em seu apartamento em Curitiba, por volta de 7h. A prisão foi decretada pelo juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara da Justiça Federal, durante investigação que apura supostos crimes na concessão de rodovias do estado.
A prisão é preventiva e, portanto, sem tempo determinado. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) em desdobramento da Operação Integração, que já foi uma fase da Lava Jato, que investigou a concessão de rodovias no Paraná. Além de Richa, Dirceu Pupo Ferreira, contador da ex-primeira dama Fernanda Richa, também foi preso preventivamente nesta manhã.
Beto Richa é suspeito de participar de esquema de corrupção na concessão de rodovias federais no Paraná, que teria movimentado R$ 55 milhões em propinas. Ele é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A defesa de Beto Richa disse que ainda não teve acesso ao processo e, por isso, não vai se manifestar.
Segundo o MPF, a corrupção na concessão de rodovias do chamado Anel de Integração do Paraná gerou dois esquemas de pagamento de propina. O primeiro começou em 1999 com a distribuição de “mensalinhos” que somaram R$ 35 milhões até 2015. O pagamento de propina durou tanto tempo que chegou a ser atualizado pela inflação. Já o segundo esquema identificado pelo MPF movimentou R$ 20 milhões entre 2011 e 2014, relativos à cobrança de 2% de cada contrato do DER/PR, cobrados pelos agentes do governo estadual do Paraná.
O ex-governador já havia sido preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Curitiba, no ano passado, em setembro. Quatro dias depois, Beto Richa foi solto após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
*Com informações do jornal O Globo