Banco Mundial não prorrogará vigência do contrato para conclusão de algumas obras do projeto Água Viva
Banco Mundial não prorrogará vigência do contrato para conclusão de algumas obras do projeto Água Viva. O pedido de extensão por um ano foi formalizado no fim do governo anterior e até agora não houve sinalização positiva da instituição financeira. Com isso, o Codau se prepara para devolver US$1,27 milhão ao Bird, mas assegura a continuidade das obras.
O presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, explica que o contrato que teve a vigência encerrada em dezembro é referente somente à implantação dos interceptores de esgoto. Segundo ele, 95% das obras nesse segmento foram realizadas ainda na administração passada e o valor restante do contrato não compensaria renovação do prazo. “O Banco Mundial não quis renovar porque para a instituição não valia a pena ficar com a estrutura à disposição aqui por causa de um recurso tão pequeno”, justifica.
No total, foram desembolsados US$16,408 milhões do recurso proveniente do Banco Mundial, o equivalente a 95% do valor total do empréstim US$17,27 milhões. Desta forma, existe saldo de aproximadamente US$1,27 milhão, que serão devolvidos até dia 30 de abril de 2013 ao Bird.
Entretanto, o presidente do Codau assegura que a situação não representa risco de interrupção nas obras e nem atraso no cronograma do projeto. Neto reforça que o Água Viva tem diversas fontes de financiamento e contratos, sendo os recursos do PAC e do governo federal a maior fonte para a atual etapa de macrodrenagem.
Conforme o engenheiro, os trabalhos foram paralisados por conta do recesso de fim de ano e das chuvas, sendo comum na programação das empreiteiras dar férias coletivas aos empregados no período entre o dia 20 de dezembro e 10 de janeiro. As obras devem ser retomadas assim que a construtora retornar do recesso. “Os recursos estão garantidos e a execução não vai parar. Nada no aspecto financeiro ou operacional impede a continuidade das obras”, sentencia.