Foram concluídas ontem as indicações dos 42 parlamentares que vão compor a comissão especial do impeachment no Senado. Conforme o mapa do impeachment, entre os 21 titulares do colegiado, 14 já se declararam favoráveis ao afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) e cinco são contrários. A chapa será submetida a votação em plenário na segunda-feira (25).
O Bloco de Apoio ao Governo foi o último a apresentar os nomes para a comissão ontem. Foram colocados como titulares os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), José Pimentel (PT-CE), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Telmário Mota (PDT-RR).
Antes do feriado, o Bloco da Oposição indicou os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) como titulares. O Bloco Moderador apresentou os nomes de Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrella (PTB-MG) como titulares.
Já o Bloco Parlamentar Democracia Progressista colocou como titulares os senadores José Medeiros (PSD-MT), Ana Amélia (PP-RS) e Gladson Cameli (PP-AC). As indicações do PMDB foram Raimundo Lira (PB), Rose de Freitas (ES), Simone Tebet (MS), José Maranhão (PB) e Waldemir Moka (MS).
Aprovada a chapa, o senador mais velho do colegiado, José Maranhão (PMDB-PB), terá de convocar a primeira reunião da comissão para eleger o presidente e o relator. Com a maior bancada, a presidência da comissão deverá ficar com o PMDB, que já indicou Raimundo Lira (PMDB-PB) para o posto. O PSDB, que tem o segundo maior bloco partidário, apresentou o nome do ex-governador de Minas, Antonio Anastasia para relatoria, mas o PT tem protestado contra a indicação porque o tucano já declarou voto a favor do impeachment.
A expectativa é que a comissão especial seja instalada na terça-feira (26). A partir daí começa a contar o prazo de 10 dias úteis para apresentar o relatório final sobre a admissibilidade do processo de impeachment.
Independentemente da deliberação dos membros, o texto será apreciado pelo plenário. Caso a maioria simples dos senadores aprove a recepção do processo, o Senado notificará o Palácio do Planalto e a presidente Dilma Rousseff será afastada do cargo por 180 dias e o vice Michel Temer (PMDB) assumirá temporariamente. A partir daí o Senado passará a julgar o mérito da acusação.