PF ouviu ex-presidente na prisão em inquérito por injúria; caso foi aberto a pedido do Ministério da Justiça
Preso na Papudinha, ala do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, Jair Bolsonaro (PL) foi ouvido pela Polícia Federal (PF) nessa terça-feira (3/2) no inquérito que apura ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais.
Em 27 de março de 2025, o ex-presidente fez uma postagem onde se referiu a Lula como “cachaça” ao contestar declarações do atual presente sobre um suposto plano de assassinato para impedi-lo se assumir a Presidência da República após vitória nas eleições de 2022.
Bolsonaro reposta uma imagem de Lula em que há a frase "É visível que Bolsonaro tentou golpe e meu assassinato".
Na publicação, o ex-presidente afirma que a única tentativa de homicídio teria sido contra ele próprio, no atentado a faca durante a campanha eleitoral de 2018.
Jair Bolsonaro escreveu que “o brasileiro sabe de sua índole” e classificou como falsa a narrativa de que teria articulado atentado contra Lula ao ser derrotado por ele nas urnas. Também criticou o governo federal e disse que Lula o utiliza como pauta política recorrente.
O depoimento ocorreu dentro da unidade prisional onde o ex-presidente cumpre pena, e faz parte de investigação instaurada após solicitação do Ministério da Justiça para verificar possível prática do crime de injúria. O conteúdo do interrogatório não foi divulgado.
Segundo a Polícia Federal, a oitiva busca esclarecer o contexto e a autoria das declarações, além de reunir elementos para concluir se houve ofensa à honra do chefe do Executivo.
A defesa de Bolsonaro sustenta que a manifestação está protegida pela liberdade de expressão e se enquadra como crítica política, não configurando crime.
O caso se soma a outros procedimentos envolvendo declarações públicas do ex-presidente e integra uma série de investigações conduzidas pela PF com supervisão do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: O Tempo.