Antes mesmo de ser eleito presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) falava em reduzir o número de ministérios, que no governo Michel Temer (MDB) chegou a 29. Inicialmente, Bolsonaro prometeu 15 pastas para comandar as políticas públicas no país. O desenho do futuro governo tem 22 ministros, sete a mais do que o prometido. Conheça os ministros do governo Bolsonaro.
Advocacia Geral da União
André Luiz de Almeida Mendonça. Funcionário de carreira do órgão; atualmente é assessor especial da Controladoria-Geral da União.
Agricultura
Tereza Cristina. Deputada federal pelo DEM-MS, foi indicada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para o cargo; formada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (MG), é a atual líder da bancada ruralista no Congresso Nacional.
Banco Central
Roberto Campos Neto. Executivo do banco Santander, é formado em Economia, com especialização em Finanças, pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e tem 49 anos.
Casa Civil
Onyx Lorenzoni. Veterinário, em seu quarto mandato como deputado federal, será o ministro-chefe da Casa Civil; com 64 anos, ele foi o segundo candidato à Câmara dos Deputados mais votado no Rio Grande do Sul pelo DEM.
Cidadania
Osmar Terra. No quinto mandato na Câmara dos Deputados, é o primeiro emedebista anunciado para o governo de Jair Bolsonaro.
Ciência e Tecnologia
Marcos Pontes. Foi o primeiro astronauta brasileiro e sul-americano a ir ao espaço; graduado em Engenharia Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Controladoria Geral da União
Wagner Rosário. Auditor fiscal, tornou-se o primeiro servidor de carreira da CGU a assumir o cargo de secretário-executivo e ministro.
Defesa
General Fernando Azevedo e Silva. Foi chefe do Estado-Maior do Exército; desde setembro ocupa o cargo de assessor especial do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Desenvolvimento Regional
Gustavo Henrique Rogodanzo Canuto. Formado em Engenharia de Computação pela Unicamp e em Direito pelo Centro Universitário de Brasília.
Economia
Paulo Guedes. Economista, 68 anos, foi escolhido para comandar o superministério, que, no governo Bolsonaro, reunirá Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio; mestre e PhD pela Universidade de Chicago, é um defensor do liberalismo econômico.
Educação
Ricardo Vélez Rodríguez. Filósofo, colombiano, Vélez é professor Emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.
Gabinete de Segurança Institucional
General Augusto Heleno Ribeiro Pereira. Oficial da reserva, 71 anos, assumirá o Gabinete de Segurança Institucional (CGI); foi comandante militar da Amazônia, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia.
Infraestrutura
Tarcísio Gomes de Freitas. Engenheiro, formado em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e em Engenharia no Instituto Militar de Engenharia.
Justiça
Sergio Moro. Ex-juiz federal, assumirá o Ministério da Justiça incorporando a atual pasta da Segurança Pública e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que hoje é ligado ao Ministério da Fazenda; ganhou notoriedade na operação Lava-Jato.
Meio Ambiente
Ricardo Salles. Formado em Direito com pós-graduação na Universidade de Coimbra e na Universidade de Lisboa.
Minas e Energia
Bento Costa Lima. Almirante-de-esquadra, foi diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha.
Mulher, Família e Direitos Humanos
Damares Alves. Advogada e pastora, é assessora do senador Magno Malta (PR-ES).
Relações Exteriores
Ernesto Henrique Fraga Araújo. Diplomata, atua como diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty; jamais conduziu uma embaixada.
Saúde
Luiz Henrique Mandetta. Deputado federal (DEM-MS), médico e ortopedista; ex-secretário da Saúde de Campo Grande, responde a um inquérito aberto enquanto estava no cargo.
Secretaria-Geral da Presidência
Gustavo Bebianno. Advogado, terá sob seu comando a Secretaria de Comunicação (Secom) e o Programa de Parceria e Investimento (PPI).
Secretaria de Governo
General Carlos Alberto dos Santos Cruz. Tem 66 anos, é da divisão da reserva do Exército Brasileiro e chefiará a pasta que tem status de ministério e é ligada diretamente à Presidência da República.
Turismo
Marcelo Álvaro Antônio. Deputado federal pelo PSL, está na Câmara desde 2014; o futuro ministro iniciou uma graduação em Engenharia Civil pela UniBH, mas não a concluiu.