O vereador Marcelo Machado Borges (PMDB) esteve reunido na tarde de ontem com as entidades assistenciais, mais uma vez, buscando alternativas para o corte de 40% nos repasses feito pela Prefeitura em 2009.
O parlamentar pretende solicitar agendamento da reunião entre os vereadores e o prefeito Anderson Adauto para a próxima semana. O encontro deveria ter sido realizado semana passada, mas foi desmarcada pelo vereador. “Preferi não agendar essa reunião com o prefeito sem antes conversar com as entidades e tentar formatar uma proposta alternativa para apresentar à Prefeitura. Minha postura é de respeito tanto ao chefe do Executivo quanto às entidades assistenciais de Uberaba, que tanta coisa fazem pela população”, disse o vereador.
Borjão considera que a Audiência Pública “Prioridade Absoluta”, promovida por ele no dia 28 de abril, foi muito importante. Em que pese o fato de os representantes do Executivo terem optado por não comparecer, o evento deu oportunidade para a comunidade se manifestar, o que é o objetivo da Audiência, conforme o próprio nome indica. Também a população, através da TV Câmara, pôde conhecer melhor o problema que aflige tanto os responsáveis pelas instituições, quanto funcionários e os pais que delas dependem para deixar seus filhos em segurança durante o expediente de trabalho. “Vale lembrar que também adultos e idosos são assistidos de maneira ampla por elas”, disse.
O vereador também lembrou que as administrações públicas precisam tratar a criança e adolescentes, bem como a educação básica, como prioridade absoluta, conforme determina a própria Constituição Federal. Borjão destaca que todas as perguntas feitas por escrito durante a audiência pública estão sendo respondidas pelo seu gabinete, ou transformadas em requerimentos solicitando esclarecimentos ao Executivo. Também estão sendo encaminhados questionamentos feitos pela plateia ao promotor da Infância e Juventude, André Tuma, que participou da audiência.
Marcelo Borjão faz questão de que todos os vereadores estejam presentes na reunião com o prefeito na próxima semana, tendo em vista que muitos ficaram sabendo apenas através da audiência pública sobre as políticas públicas da educação e da assistência social que os cortes das entidades eram mesmo de 40%, e não 10%, conforme repassado pelo Executivo. “Espero que diante dessa ‘descoberta’ e constatação, meus colegas de parlamento, com a preocupação real em relação ao futuro dessas entidades, estejam realmente engajados, independente de cores partidárias. Não podemos simplesmente cruzar os braços e esperar setembro chegar, ao sabor das marés da crise. As entidades precisam dar continuidade ao atendimento, e sem os repasses isso não será possível. Como dizer a uma mãe que a creche não pode receber seu filho e que ela dê outro jeito para poder trabalhar? E dizer a um idoso que o asilo não tem como mantê-lo e aos dependentes químicos que não podem continuar seu tratamento? Esses são questionamentos que todos precisam fazer”, concluiu.