Presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara, o vereador Marcelo Borjão (DEM) chamou os colegas a uma posição quanto à permanência de Fahim Sawan à frente da Secretaria Municipal de Saúde [SMS], já que, segundo ele, o segmento está um “caos”. Aos demais vereadores que ocupavam o plenário, ele defendeu que a Casa se posicione em relação à pasta, sob pena de serem tachados “de cambada de frouxo aqui dentro”.
Ele também cobrou um posicionamento do prefeito Paulo Piau (PMDB) quanto às denúncias de falta de insumos, leitos, entre outras demandas da Saúde, que estão sendo apuradas pela comissão desde 30 de outubro. Além disso, ele questionou a decisão da Prefeitura que tem a intenção de aderir como “carona” ao registro de preço do Consórcio Público para o Desenvolvimento do Alto Paraopeba (Codap) para aquisição de medicamentos, materiais médico-hospitalares, laboratoriais, equipamentos e mobiliário, entre outros, com valor total de R$8 milhões.
A medida foi publicada no diário oficial do município, jornal Porta-Voz (edição 1238, de 7 de novembro), com base na Lei Federal 8.666/93, que rege as licitações. Para Borjão, o secretário teve quase dois anos para organizar a pasta, não o fez, e agora quer pegar “carona” em pregão no Alto Paraopeba. “A solução é trocar [o titular da SMS], ou será que os 14 vereadores estão errados e toda população de Uberaba também?”, questiona, acrescentando que “está na hora de o prefeito mostrar que tem força, que tem posicionamento e que veio para governar a cidade com seriedade e respeito à população”. Ainda segundo Borjão, Piau não está respeitando a população, porque toda hora tem reclamação.
Vice-presidente do Legislativo, o vereador China (SD) disse que a Saúde “encontra-se nas mãos das baratas”.
Através da assessoria de imprensa, a PMU disse que não comentaria a declaração do vereador que defende a saída de Fahim Sawan da secretaria, contudo, em relação à “intenção de adesão” publicada no Porta-Voz, informa que o município age dentro da legalidade. A decisão de participar dessa tomada de preços visa a assegurar o repasse dos insumos à pasta, que não fica impossibilidade de lançar pregões próprios futuramente.
A assessoria ainda esclarece que, por se tratar de tomada de preço, não necessariamente serão empregados os R$8 milhões previstos no processo de adesão, ou seja, os gastos serão feitos à medida da necessidade até aquele limite.